A nova velha ordem mundial

Fui comprar panelas novas. Estavam todas com o fundo amassado. Bati nelas demais. Tinha guardado no congelador algumas coxinhas para fazê-las enfarofadas e carregá-las na viagem pela Paulista ou pela Borges aqui em Porto Alegre, quando houver protesto. Mortadela eu não como, é ideológico, comia presunto. Depois desta onda de coisa ruim, o presunto já não é muito Sadio. Achei que aquele grande pato inflado amarelo lá em São Paulo fosse a nossa salvação. Acho que o pato fui eu. Na hora de fazer o crediário lá na loja pra comprar um jogo de panelas novas, me foi negado o crédito, pois eu não possuía perfil para o crediário, faltavam-me pontos… Ficarei com as panelas velhas. Ah, mas o Sérgio Reis sempre cantou que panela velha também faz comida boa, então não está de todo ruim. Ainda bem que eu não enfiei as panelas lá naquele lugar conforme a falecida Letícia mandou. Não queria falar mais destas coisas, pois sempre tem um esquerdista que vai dizer: Ah, e o PSDB? E o PMDB? Calma “gurizes”, mas vamos lá: Este tal de PSDB abrigou o maior lesa pátria que este país já conheceu. Só direi a iniciais, FHC. O PMDB não é nem sombra do velho MDB combativo de outrora. Virou um antro da bandidagem. Já estou aposentado e tenho pena de quem ainda vai ser se conseguir! Eles vão dar um jeitinho e dificultarão a tão sonhada aposentadoria. Pra eles não! Entrou no Congresso, usou o sanitário, pode aposentar-se, integral, diga-se de passagem. Só querem o deles e moverão mundos e fundos de pensão para continuar nas suas vidas nababescas. Nós pagaremos o pato amarelo inflado na Paulista. E a gente achava que eles estavam do nosso lado, eles os empresários? Nananinanão! Usaram-nos descaradamente. Eles são os maiores beneficiários para que nos ferremos de vez com a flexibilização das leis Trabalhistas. Eles são os maiores interessados que ganhemos menos e trabalhemos mais. É a lógica óbvia e ululante. E o que é o Congresso Brasileiro? São os mandalhetes, proxenetas, lacaios e serviçais de uma casta cada vez mais rica e gananciosa. Olhem bem para as suas caras, são todos “faces de madeiro”. Enquanto isso, o Executivo só emprega malfeitor, inclusive o tal economista que administrava os dólares oriundos da venda de carniça. É este ex-administrador de carniça que está nos impondo o garrote. Esta gente não tem compostura e nem arrumação. A ladroeira já extrapolou. E agora quem poderá nos ajudar? Não adianta chamar o Chapolin Colorado, ele usa vermelho. Ops, eu não queria falar mal dos “vermelhos”, mas me escapuliu, e foi sem querer querendo.

Pois então, os meus amigos esquerdistas estão certos, vou pescar e esquecer este negócio de política. Vou aproveitar a vida, ou o que resta dela. E vou cometer desobediência civil: jogarei toco de cigarro no chão e não entrarei mais na fila de idosos lá no banco. Não andarei mais de farol acesso quando for para a praia. E por falar em farol aceso… Lembrei-me da vizinha do 408. Vou levá-la comigo, pois assim a quando a polícia rodoviária me parar não serei multado, pois ela nunca está com os faróis apagados (me escapuliu de novo). Sigam-me os bons!

Sérgio Clos

Sérgio Clos

Escritor de Porto Alegre/RS, articulista, 63 anos, com foco nas peculiaridades da Terceira Idade.

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