Haja idealismo!!!
No mês em que comemoramos o Dia das Crianças e o Dia do Professor, infelizmente, as manchetes jornalísticas retratam episódios lastimáveis de violência contra docentes cometidos por alunos ainda na infância.
Sempre ouvimos dizer que “as crianças são o futuro de um país”; mas, do jeito que as coisas estão nosso futuro não acena com boas perspectivas. É claro que existem crianças de boa índole, exercendo seu papel normal e feliz de criança, em todas as instâncias sociais – da mais humilde a mais próspera. Entretanto, em meio a essas “ilhas de felicidade”, a fúria da violência e da mais plena inversão de valores éticos e morais corromperam a infância desde as idades mais precoces. É como se não houvesse limites, normas. Regras a serem cumpridas e exercidas de forma natural por todos e a educação moral e cívica, que deveria ser ensinada e cultivada no âmbito familiar, se perdeu em meio ao caos cotidiano ou foi delegada a quem possa interessar.
O resultado dessa dinâmica acaba por recair nos ombros do sistema educacional brasileiro. Haja idealismo! Para a grande massa de professores, ou melhor, “sofressores”, cuja valorização profissional há tempos deixou de existir e sua rotina beira as raias da exaustão para sobreviver, restou também o papel de educador e, não somente, do formador ou instrutor intelectual. Aos que tem boa vontade e o veio do amor à arte de ensinar pulsante, a vida de sacrifícios culmina nas arenas escolares onde são entregues a ferocidade dos alunos, como acontecia aos cristãos entregues aos leões.
Que tristeza! O pior é saber que muitos dos pais ou “resp onsáveis” por essa infância corrompida sentem-se ultrajados quando são chamados a responder pela responsabilidade de atos criminosos cometidos por essas crianças. Lavam as mãos diante da própria culpa, para não dizer do dolo consciente que sua inteligência norteia diante dos fatos.
E assim vamos perdendo as crianças e os professores. Elas estão cada vez mais cedo sendo conduzidas à adultização pelas ações e pensamentos impróprios ao seu desenvolvimento até se transformarem em figuras irreconhecíveis e disformes ao convívio social. Eles estão cada vez mais descrentes e aterrorizados para abraçar com convicção a licenciatura, a superar as adversidades materiais em nome do ideal, quando se vêem diante de escolher entre o desenvolvimento intelectual do país ou defender sua própria vida. Segundo Monteiro Lobato, “UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS E LIVROS”; mas, se cont inuarmos a esquecer desses dois elementos fundamentais, nosso país acabará em ruínas.


























