“Ser” mãe

Sim, sou mãe, antes não o tivesse sido.

Porque mãe não vem com manual, não tem curso de graduação em nenhuma faculdade e muito menos ensino a distância.

Ninguém nos prepara para os choros infindáveis, a doação extrema e o amor sufocante.

Por um tempo deixamos de existir para sermos o “ser” mãe.

E aí, dá-lhe sonhos, projetos, perspectivas, projeções e afins.

Achamos que basta ensinar. Do nosso jeito e do jeito que enxergamos o mundo.

Tolas que somos.

Indivíduos que são.

Crescem, e com eles a infinidade do mundo. Gostamos de parecer modernas e enchemos o peito para dizer que são do mundo.

No fundo gostaríamos que o mundo deles fosse sempre nós, e que a primeira série nunca acabasse, que um beijo nosso curasse todas as feridas, que nosso abraço fosse o melhor lugar do mundo.

Sim, eles crescem e nós, mães que somos, ficamos paradas no tempo, diante de uma fotografia antiga esperando que tenham sempre o melhor e que sejam sempre melhores.

Ah! e lógico! Que nos amem incondicionalmente.

Luciana Barbosa

Luciana Barbosa - "Pode se dizer que de tão incompleta vive à procura de tudo e aí tem dias que acorda cheia de si mesma. Nestes dias pega a caneta e tenta decifrar o mundo." www.daluapalavra.blogspot.com

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