A verdade nua e crua
Direção: Robert Luketic
Roteiro: Karen McCullah Lutz
Elenco: Craig Ferguson, Cheryl Hines, Bree Turner, Nick Searcy, Gerard Butler, Katherine Heigl, John Michael Higgins e Bonnie Somerville
Sinopse: Abby Richter é produtora de um programa matutino, que tem problemas emocionais e cuja busca pelo Sr. Perfeito a deixou irremediavelmente solteira. Ela está prestes a ser “acordada” de forma brusca quando seus chefes a colocam frente a frente com Mike Chadway, uma intransigente personalidade da TV que promete despejar a verdade nua e crua sobre o que faz os homens e as mulheres balançarem.
Qual o homem ideal para uma mulher exigente em busca da felicidade? A resposta pode fazer com que várias mulheres se sintam ainda mais desiludidas com os homens. E é exatamente isso que “A Verdade Nua e Crua” nos conta. É um filme totalmente baseado em seu título, que tem um roteiro consistente e que nos mostra aquele velho ditado: “todos os homens são iguais”.
Por mais que existam homens sinceros, charmosos, bonitos e românticos, eles sempre pensam “naquilo” acima de tudo. Digamos que “quem vê bunda e peitos” não vê coração. Assustados com o início da crítica? Assistam a este filme que vão se assustar ainda mais ou pelo menos aceitar a realidade de uma vez por todas.
Alicerçado nessa premissa, a roteirista Karen McCullah Lutz escreve essa história de uma forma realista e descontraída e que em muitos momentos da produção podem até chocar aqueles espectadores mais radicais, que acreditam no amor à primeira vista. Aqui o amor pode até existir, mas o que conta no começo é realmente a “casca”. Para atrair um homem logo de cara, uma mulher precisa acima de tudo estar bem sensual e abusar de suas formas físicas. As outras qualidades são secundárias.
Recheado de palavrões (ou de verdades que as pessoas gostariam de dizer, mas não têm coragem por causa da falsa moral imposta pela sociedade), A Verdade Nua e Crua se torna interessante justamente por nos mostrar uma situação bem simples, comum, mas que fingimos não existir. Ninguém vai a um bar ou uma boate à procura de uma pessoa inteligente ou burra, rica ou pobre, de família ou sem, educada ou não. Você pode até querer isso na pessoa que procura, mas não adianta, num primeiro momento o que olhamos sem dúvida são as qualidades físicas, especialmente os homens.
Além do bom e leve roteiro, as interpretações do casal interpretado por Gerard Butler e Katherine Heigl são fantásticas. Os dois possuem uma química no filme que raramente se encontra em produções do gênero. A impressão que se tem é que se prepararam muito para interpretar esses papéis.
Outro ponto positivo é a trilha sonora. As músicas escolhidas encaixam perfeitamente em cada situação vivida pelos personagens do filme. As canções são animadas, românticas e dramáticas na medida em que devem ser, o que empolga o público.
O único defeito de “A Verdade Nua e Crua” são as situações exageradas em alguns momentos na tentativa de arrancar risadas do público, como na cena em que os apresentadores de um telejornal começam a brigar no meio do noticiário e terminam a discussão se beijando e abraçando. Tudo isso ao vivo! Achei irreal e exagerado.
Por Kelson Venâncio
Jornalista e Diretor do Cinema e Vídeo
www.cinemaevideo.com.br
Kelson Venâncio - Jornalista premiado, diretor de Comunicação da Câmara Municipal de Uberlândia, editor e apresentador do TVU Notícias (UFU) e diretor do site e programa de TV Cinema e Vídeo". www.cinemaevideo.com.br
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