Afinal, uma busca do quê?

Estou cansada de lutar por um monte de coisas em vão.

Estou cansada de buscar uma felicidade que não existe: a Felicidade Plena! Ela não existe do modo como sempre imaginamos, sonhamos e buscamos. Ou o caro leitor já a encontrou e a conserva junto de ti? Não tem como tudo ser tão perfeito a ponto de essa ‘felicidade para sempre’ existir em nosso mundo real. Ela é apenas uma ideia, não subsiste no mesmo mundo que nós, mas na esperança de um dia encontrá-la prosseguimos numa luta, talvez não vã, pelo fato de ela nos motivar e à nossa própria existência. Uma busca incrustada em nossas mentes desde que nascemos, como as lições de contos de fadas que expressam ou reafirmam ‘verdades’ a serem acatadas.

A felicidade nada mais é do que o prazer que sentimos em pequenos momentos do cotidiano, esses sim comportam a perfeição em sua totalidade. Estamos vivendo esses momentos? Estamos dando a eles a atenção e a dedicação que merecem? Creio que a maior parte da população mundial diria NÃO! Estamos simplesmente nos abstendo deles numa corrida contra o tempo em busca de uma felicidade utópica.

O que é isso!? O mundo está cego! Hipnotizado pelo capitalismo, pelo consumismo, e assim pelo abundante desperdício. As pessoas estão cada vez mais presas a uma corrida ao sucesso, ao status, ao poder e se esquecem que hoje os materiais industrializados são cada vez mais fracos, que tudo dura muito pouco e que a qualquer instante o salto, a plataforma ou o tijolo em que subiram se quebrará e os ‘grandes’ serão reduzidos a nada. A um nada com arrependimentos, um nada com o sofrimento de não ter atingido a felicidade tão almejada, um contrito por não ter enxergado, acreditado ou lutado pela vida a seu ritmo e pela verdadeira felicidade, por orgulho, por medo da visão dos outros, que de início interpretariam como uma decadência, em ruínas, mas que na verdade seria a vida mais rica.

Esta verdadeira felicidade a que me referi é como as rosas, não há um mar delas, mas rosas espalhadas pelos caminhos e que cada dia mais se tornam invisíveis, ocultas pela pressa. É uma questão de procurar no lugar errado e estar tão focado numa ideia a ponto de desfocar a realidade ao redor.

Escrito por volta de 18:32 (Quase hora de pico!)
PS.: O que te fez feliz hoje?

Mariana Borges Bizinotto - Mariana Borges Bizinotto é poetisa, fotógrafa e estudante de Artes Visuais na Universidade Federal de Uberlândia. Mantém o blog Reflexos da Existência Humana.

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8 Comentários

  1. Seja bem-vinda ao Página Cultural!

  2. Fiquei feliz por te ler aqui. Parabéns!

  3. Mariana, seu texto é bom. Só que como você o fez em horário de pico, certas partes ficaram meio confusas. Há um mescla de ensaio e posicionamento pessoal. É certo que a maioria aqui aceite suas críticas, no entanto, elas não são novas. A gente não muda o mundo apenas falando o que já existe e o que precisa melhorar. Você não acha que os políticos não assistem ao jornal todo dia? Claro que assistem. Mas os que realmente mudam alguma coisa neste país são os engajados. Pessoas como eu e você. Então, se nós já sabemos, para que repetir. O importante é investir naquele que não sabe. Atingir este indivíduo é mais complicado do que você possa imaginar.
    Felicidade para o filósofo grego Aristóteles é alcançar o “perfeito”, o “onipotente”, “Deus”. Os deuses são felizes, os homens apenas podem tentar chegar à felicidade, mas se forem sábios. Os sábios são homens e mulheres que fazem pequenas coisas todos os dias, mas visando sempre o bem-estar de todos. O mundo só terá solução a partir do momento em que tomar consciência da humanidade que existe dentro de nós.

  4. éééé´….
    tá assim, meio autoajuda… minuto de sabedoria… pílula da felicidade… quase um Paulo Coelho!!!
    Mas ainda dá tempo. Você parece bem novinha.

  5. ADOREI O TEXTO!

    ACREDITO QUE VOCÊ PERCEBEU A ESSENCIA DO QUE REALMENTE É SER FELIZ!
    MEUS PENSAMENTOS SE APROXIMAM DESSAS IDEIAS!

    BEIJOS!
    MARCONE.P.S.

  6. Enfadonho demais, nem consegui chegar ao fim, mais um como outros, blá, blá, blá…

  7. Agradeço as críticas. É através de trocas que se pode crescer e melhorar. Realmente eu estava um pouco incerta quanto a recepção deste texto, no entanto foi-me muito proveitoso ler as opiniões a respeito. E são exatamente as críticas negativas que nos fazem trilhar um bom caminho.

  8. Creio que muitos já devem ter sentido essa angústia e a necessidade de expressá-lo, alguns já o fizeram literariamente, no entanto, ainda persiste a angústia e a necessidade de retomada do tema. O modo de exposição e de retratar o assunto que cada autor tem, faz com o que o tema toque ainda intocados, ou faça reviver esperanças e principalmente instigue ou reviva reflexões. Desse modo, é recorrente a angústia do humano reprimido pelas lutas culturais incrustadas em nós durante o processo de educação, de que se tratará possivelmente a próxima colaboração.

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