Aos seres humanos

caneta

Sempre é tempo para o silencio, para harmonizar o ambiente com a luz das velas, para almejar com todo o coração pelo renascimento de sua própria existência.
A FÉ que remove todas as montanhas é a mesma a nos mover em busca da TRANSFORMAÇÃO, da MUDANÇA, da EVOLUÇÃO reafirmada pela PÁSCOA.Cristãos ou não, ser humano é a condição que nos impõe a busca pelo movimento além da passividade e da estagnação. Somos um projeto em constante acabamento, passíveis de retoques e melhorias; por isso, a PÁSCOA significa tanto!
É bem verdade que alheia a nossa própria consciência ou percepção a vivência pascal nos arrebata muito além das festividades previstas no calendário; trata-se de fenômeno constante e diário em nossas vidas. Mas, talvez, o medo do desconhecido, escondido atrás da renovação, não nos permita admitir esse fato e faça de uma única data, algo mais palatável e acessível para enfrentar de peito aberto. Mesmo assim, ainda há os que prefiram permanecer na periferia dos acontecimentos, distantes das simbologias, entregues somente ao doce sabor dos chocolates.
Contudo, queiramos ou não aceitar, a PÁSCOA nos conclama a reavaliar nossos atos e omissões para que um dia sejamos dignos de viver numa terra prometida. Embora padecendo os infortúnios, os escárnios, os açoites da rudeza dolosa do próprio ser humano, o convite a renascer novo em valores e princípios permanece de pé. Infelizmente temos caminhado um tanto quanto distantes da FÉ; a FÉ raciocinada, consciente e humilde.
Mas é chegada a PÁSCOA! É preciso calar o corpo e a alma para ouvir o delicado chamado da metamorfose existencial. É preciso com a ajuda serena da FÉ, fiar as asas libertarias para vencer os obstáculos do caminho. É preciso agigantar as virtudes para que elas transformem os defeitos em qualidades. É preciso vencer a inércia do comodismo, da imperfeição, se quisermos uma alvorada que seja verdadeiramente a proclamadora das boas novas. É PÁSCOA! Chega de “malhar o Judas” 1 2! De despicar, nos outros, a raiva incontida ao ver no espelho seus próprios erros! De se vender ao tilintar de parcas moedas! De beijar o ódio e trair o amor!

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1 Malhação de Judas ou Queima de Judas é uma tradição vigente em diversas comunidades católicas e ortodoxas que foi introduzida na América Latina pelos espanhóis e portugueses. É também realizada em diversos outros países, sempre no Sábado de Aleluia, simbolizando a morte de Judas Iscariotes. Consiste em surrar um boneco do tamanho de um homem, forrado de serragem, trapos e jornal, pelas ruas de um bairro e atear fogo, normalmente ao meio dia. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Malha%C3%A7%C3%A3o_de_Judas)

2 Judas Iscariotes (em hebraico יהודה איש־קריות, Yehudhah ish Qeryoth; em grego bíblico Iouda Iskariôth – Mc 3, 19; 14, 10; Lc 6; 16 – ou Iouda Iskariotes – Mt 10, 4; Lc 22, 3; Jo 12, 4) foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, que, de acordo com os Evangelhos, veio a ser o traidor que entregou Jesus Cristo aos seus capturadores por 30 moedas de prata. Era filho de Simão de Queriote (Jo 6, 71; 13, 26). Judas, em grego Ioudas, é uma helenização do nome hebraico Judá (יהודה, Yehûdâh, palavra que significa “abençoado” ou “louvado”), sendo, por sinal, o nome de apóstolo que mais vezes aparece nos Evangelhos (vinte vezes) depois do de Simão Pedro. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Judas_Iscariotes)

Alessandra Leles Rocha - Natural de Uberlândia, Minas Gerais, onde se graduou Bacharel em Ciências Biológicas (2000) e Mestre em Geografia / Área de Concentração: Análise, Planejamento e Gestão Sócio-Ambiental (2003), pela Universidade Federal (UFU).

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