Avatar não é somente para seus olhos

avatar01Especial  Henrique Jábali

Eu tenho verdadeira adoração por imbecis. São meus bichinhos de estimação e o que dizem me diverte muito. Essa semana um deles me garantiu que não vai ao cinema ver Avatar porque é besteira enfrentar filas tendo em casa uma poderosa TV LCD de 50 polegadas.

O coitadinho não sabe que o buraco é umas 200 polegadas mais embaixo.

Avatar é um festival de luzes, cores, neons, brilhos, azuis, verdes, laranjas e 3D que tecnologia nenhuma vai reproduzir dentro de casa, pelo menos por enquanto, mesmo com a promessa de que a TV 3D vai chegar. Garanto que Avatar é a coisa mais bela que alguém já viu dentro de um cinema. E olha que cansei de ver filmes com coisas belas, como Natalie Portman, Charlize Theron, Scarlett Johansson, Megan Fox, Cate Blanchett, Angelina Jolie e companhia limitadíssima.

O roteiro, em Avatar, é o que menos importa. Uma missão militar é enviada ao planeta Pandora para entender os hábitos de seus habitantes. Mas como toda relação colonizador x colonizado, é claro que existe um objetivo econômico-imperialista: retirar o valioso minério que existe sob uma árvore gigantesca, sagrada para os nativos Na’vi. A piada que passa desapercebida é que o minério se chama Unobtanium, ou seja, impossível de obter! Entre os soldados da missão está o paraplégico Jake Sully (o ator Sam Worthington), que vai no lugar de seu irmão, morto em batalha. Com sua identidade avatar, criada num biolaboratório, Sully vai se apaixonar pela filha do chefão Na’vi. Nada que você ainda não tenha visto em Dança com Lobos, por exemplo, onde alguém enviado para destruir uma minoria vira a casaca e torna-se o defensor apaixonado dessa minoria.

Por isso, à primeira vista o que vale mesmo são os efeitos especiais que colocam no chinelo seus concorrentes ao Oscar nesse ano, como Harry Potter e o Enigma do Príncipe, 2012 e Distrito 9, só para citar alguns excelentes exemplos.

O diretor James Cameron já é dono de uma proeza única: tem as duas maiores bilheterias da história com Titanic e Avatar, nessa ordem, e tudo indica que em algumas semanas a ordem vai mudar. Cameron, um desses caras para quem efeitos especiais são como doce nas mãos de um criança, já ofereceu seus shows de tecnologia em Exterminador do Futuro, O Segredo do Abismo, Aliens e True Lies. Depois de Avatar, esses filmes pareceram seu curso primário. Porque Avatar é a pós-graduação, o filme mais caro já feito já feito na história do cinema.

É possível enxergar cada centavo investido. Cameron criou um planeta, Pandora. E essa caixa de Pandora se abre para revelar humanóides de 3 metros de altura, sua fauna de bichos rastejantes e voadores, seu exército de rino-tubarões-martelo, sua floresta mágica e cheia de alma. Quando saí do filme, comentei que não existiam efeitos especiais, que aquele planeta existia e as filmagens foram feitas lá!

Tenho certeza que Cameron bebeu em fontes da animação japonesa. Nunca passou por aqui nem saiu em DVD, mas as grandes pedras flutuantes de Pandora lembram o cenário do filme Laputa, o Castelo no Céu, de Hayao Miyazaki (diretor, entre outros, de A Viagem de Chihiro). Assim como os bons espíritos da floresta também já passearam por outra obra do Miyazaki como os pequenos seres da floresta em Princesa Mononoke.

Mas não importa. Como dizia Francis Ford Coppola, se você vai se inspirar em alguém, que se inspire no melhor. Foi isso que fez Cameron. Nada me tira da cabeça que a primeira cena da exploração de Avatar, quando o personagem Jake Sully desobedece as ordens e encontra uma floresta de plantas em formato de cogumelos, foi inspirada em Alien, quando o ator John Hurt encontra, na sua primeira exploração fora da nave, os ovos alienígenas. Impossível também não lembrar da Sigourney Weaver de Alien nesse Avatar. São personagens semelhantes, mulheres fortes, exploradoras, destemidas, cientistas. A única diferença são 30 anos a mais na idade.

Para os detratores, Avatar também é cheio de defeitos. O maior deles, para mim, é identificar logo de cara o vilão, de tão caricato que é o Coronel Miles Quaritch. Com seu rosto quadrado, quase neonazista, olhos frios sem nenhum sentimento e uma cicatriz alienígena esculpida a unha em sua face, Quaritch representa a sede de guerra de um famoso ex-presidente americano.

Mas o que muitos dizem ser o defeito maior – o roteiro aparentemente simples, feito para qualquer criancinha entender – foi apontado pelo físico e astrônomo Marcelo Gleizer, um dos homens mais inteligentes do Brasil, como virtude. Porque escancara um dos mais graves problemas do nosso planeta: a exploração de riquezas minerais até que elas acabem, custe o que custar. A diferença, segundo Gleizer, é que em Avatar, na hora H a natureza age como um organismo único e pensante e se une para atacar o homem e defender o planeta. Mas aqui, em nossa Terra, só vai ser possível fazer alguma coisa se houver mudança drástica na natureza humana.

A você, cabe encarar Avatar como quiser. Um libelo anti-guerra, um filme pela salvação da Amazônia, um faroeste no espaço, uma bela sessão da tarde com efeitos especiais, uma jornada do herói, uma love-story intergalática, um filme dispensável ou até como um título de 007, “Somente Para os Seus Olhos”. Por mais que não seja um candidato com todos os ingredientes para levar o Oscar de Melhor Filme (apesar de ter ganho o Globo de Ouro), é inevitável sair do cinema sem notar que, esteticamente, foi o mais belo filme que você já viu na vida.

*Henrique Jábali é publicitário, cinéfilo, corinthiano e apaixonado por MPB, a Música Popular Britânica. Com endereço fixo na cidade de São Paulo, já trabalhou em algumas das principais agências de propaganda do país, como Leo Burnett, Fischer e Ogilvy, onde foi diretor de criação do escritório de Belo Horizonte. Um de seus hobbies é escrever sobre cinema. Jábali já foi colunista do Página Cultural, na época CultBlog, e pelas correrias impostas pela vida, hoje prefere ser um colaborador avulso, pelo menos por enquanto.

Página Cultural - Para contribuir com ideias, sugestões e informações, use o e-mail: pagcultural@gmail.com.

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19 Comentários

  1. Ultra Jábali, meu grande querido sansei yoda que já não sei por onde anda. Toda experiência de cinema nunca é só enxergar, cores, movimento e forma, você sabe melhor que nós. Roteiro, narrativa e intenções são inerentes. Quem não vê isso, gosta mesmo é de fliperama. Suas linhas encantadas por Avatar mostram isso, uma mente capturada. Por que não gosto de Avatar (que acho que vale meia entrada)? Porque a leitura de algo (que seja um filme) se faz pluralmente, por isso que os academicos obesos chamam de polissemia, o áudio, o texto (o subtexto). Se deixar atordoado pelo que o computador faz (e as escolhas de referências do diretor, que não chegam perto dos originais como Allien, por exemplo) é inebriante, eu também fico assim quando Windows faz suas piruetas. Mas uma obra, que seja um picolé, precisa de uma alma que vai além disso. Falo de ler as coisas pelo que elas nos apresentam por inteiro e não só pela sua aparência mais paupável, que em Avatar são cores e por isso, nada. Essa evolução da tecnologia nunca vencerá a simplicidade, a magia e o encanto (brega) das cores do mundo real. Foi uma metáfora claro. Falo das dores, das angústias. E Avatar é pobre demais em passar isso. Se formos ficar com as luzes. O sabre de luz vermelho de Darth Vader, só isso, vale mais do que todo o filme mais caro do cinema e sua bilheteiria de “marias vai com as outras”. Você fala do mais belo filme que você/nós já vimos na vida. Hero (aquele japonês)é simplesmente, se formos ver cores, muito mais simples e belo. Retirados os cus e os gostos, Avatar passa a sensação enfadonha de ser o mesmo presentinho de final de ano embrulhado em papel Neon. Um roteiro meio Dança com Lobos tão copiado e piorado, com personagens tão caricatos e sem alma, que me fez repensar até o original.
    Jábali você não tem noção do meu prazer ao discordar de um mestre de seu tamanho. Estou sorrindo aqui ao te escrever isso. É sempre bom pousar em mentes mais brilhantes que a nossa pra podermos aprender a pensar. Um abraço, meu velho.

  2. A piada que poderia passar despercebida – embora rica em munição – é o amor próprio do articulista; expresso logo na primeira frase.

    Vale o registro.

    []s

  3. Quero deixar aqui uma idéia de algo que me encantou no filme. Uma idéia que sai um pouco fora dos comentários anteriores.
    Percebi a idéia do filme nos dar o recado do caminho ignorante que nossa sociedade está seguindo. Acredito que vale a pena tentar perceber como os Na´vis viviam. Observe como tudo para eles é fluxo de energia;como tudo está interligado e a característica de autodependencia existente entre todas os integrantes da natureza. Consegue perceber alguma semelhança com a física quântica,ou com alguma religião que tenha alguma compreensão mais abrangente,como o budismo? Me indigna a diferença das vidas dos medíocres e egoístas humanos comparada com a vida dos Na´vis. Percebi a falta de vida dos humanos,de amor,de espiritualidade,resumindo o desequilíbrio…
    E acho q fica mais claro isso quando observamos nossa sociedade. A exemplo, o primeiro comentário deixado no site,que percebo q foi com intenção de dar seu ponto de vista. Já o segundo, o companheiro se sentindo bem em criticar negativamente o primeiro…
    Acredito que esse filme pode nos acrescentar muito se tivermos o mínimo de esclarecimento para perceber como podemos ser medíocres vivendo olhando para o próprio umbigo…e graças a lei de causa e efeito que os Na´vis mostraram a verdadeira realidade de tudo!

  4. mestre Henrique, corroboro com você no que pese a investida circense do barato, a casca, o feeling caricato, é bonito, é sim, tem chamamento pra retina, mas no tocante ao Cinema no cinema, é pobre, maneirista e sujo de tinta (achismo barato meu, mas sou limpinho). digo isso por afiançar Cabral acerca das ausências. tá certo que cinema se faz com fotografias, saltimbancos, tiros e tripas, mas também se faz com mais. se caio na formativa técnica, fico ainda com O Anticristo, do Trier que, por sinal (e a despeito de um ranço intelectualóide), tem mais tutano estético (a raposa ainda dá corda pra especulações), mais desenvoltura (a “quebra” das cenas), mais alho (e nem pela violência que é o fator menor).
    sem desmerecer a voz do amigo Jábali, fico ainda a espera de algo que efetivemente (afora a sobrinha da gretchen) me espante.
    se serve de paradigma, o novo de Tarantino é ruim pra cima, e me baseio na técnica do troço (Pitt conversa com o nazista numa posição e num átimo de segundo está em outra; a moça no cinema confabula com o mesmo nazista que acende um cigarro e logo o cigarro está pelo fim; aquela trançadinha com a câmera, putz, é um primor gorduroso !!!! tem gente que é paga pra revisionar e editar isso, não tem??).
    falo isso pra justificar que não enveredo, simplesmente, por qualquer investida “cerebral” em contraposição ao cinemão pras massas, não. me atento ao conjunto, limitado que sou.

    abraços pro amigo, fico feliz em transar as vistas na sua visão acerca do barato, tamos juntos.

    saúde, mestre!

  5. problema meu é que minha estaca é rasa. não ando fazendo sombra pra cinema,
    falta sal na minha pipoca.

    interessante é que percebemos de forma diferente e, melhor, saímos ilesos.

    cinema é mesmo um sopão, disse o Cara, livros e gibis um jantarzinho a dois.

    agora, sob a ótica do bruno a coisa vale sim o ingresso.

    abraços!

  6. Muitos jedis aqui, hein? Mestra Zoppa contra o baixo astral, titi
    Walber Schwartz e claro, o grande Jabali que se fala é pq sabe do que fala. Mas falemos todos pra não ficarmos só no fálico.

  7. Ultra Zoopa contra o baixo astral,

    seu comentário cheio de ritmo e poesia, cheio dessa esgrima bélica e tão dipolomática, eu postei lá no meu http://www.oruminante.com.br. Você sabe que não é fraco nessas coisas de juntar letrinha, levantar o peso dos sentidos, fazer sopinha, sopão, cinema, pipoca e dança agarradinho. Es um dos melhores jebistas de minhas vistas, e minha época, meu amigo mariner caçador de azulões e amarelões.

  8. Cabral, eu fiquei embasbacado mesmo com a beleza de Avatar, com esse mundo do faz de conta que sempre procuro em animações, e foi um faz de conta como muitos outros, só que tecnicamente mais perfeito. O roteiro não encanta ninguém com mais de 14 anos, mas estou naquela fase que o Polanski sempre diz: o filme gostoso de ver é aquele que não faz minhas costas doerem. E Avatar foi isso pra mim. Claro que Hero (Herói por aqui, que passou praticamente junto com O Clã das Adagas Voadoras) e suas fases coloridas foram lindas, uma referência que até usei para criar um comercial em que cada situação tinha uma cor. A diferença é que Herói é um baita filme, sério, feito para raciocinar – curioso que também se inspirou em uma ideia já existente, no caso as três versões da mesma história que rolam no Rashomon do Kurosawa – e Avatar é uma experiência. Pura diversão. Apesar do título que coloquei – “Não é apenas para seus olhos”, porque guarda uma mensagem de proteção ao planeta – quando falo de coisas belas, estou falando apenas esteticamente. Estranhei o Globo de Ouro de Melhor Filme – pra mim um prêmio desses pressupõe um excelente roteiro, excelentes atores, etc. É por essas razões que daqui a 20 anos vão dizer que Avatar foi um divisor de águas na animação, ou CG, se preferir. Vai ser Antes de Avatar e Depois de Avatar, como foi Antes de Matrix e Depois de Matrix, ou Antes de Star Wars e Depois de Star Wars. Claro que nos dois últimos casos o roteiro é superior e tem mais complexidade. Well, nem tanto! Star Wars IV ter um roteiro profundo como um pires. Ou alguém duvidava que o bonitinho skywalker iria errar o tiro final contra a Estrela da Morte?
    Enfim, gostei muito do que você escreveu, uma discordância com argumentos inteligentes como seus textos. Sempre bom ler e sempre bom encontrar outros pontos de vista. Thanx

  9. Jabali, se escrevo é pelo prazer de falar com você. Não acredito nos maniqueímos das opiniões, só na chance de dar um abraço num velho amigo. Nos vemos pelo planeta Terra. Até porque (não é nenhum Polanki) como diz a internet: “as arveres somos nozes”. Té.

  10. Valeu Cabral, que bom que existe internet pra reencontrar velhos amigos. Aliás, excelente o Ruminante.

    E vou abusar do espaço para dar um recado ao nosso amigo Walber Schwartz, que não conheço, mas que tenta fazer uma gracinha bem gratuita pra cima de mim em seu comentário lá em cima.

    Caro Walber, por que tanto ódio nesse coração? Como eu não te conheço, pode ficar tranquilo. O imbecil a que eu me referia no texto não era você, era outro.

    Grande abraço.

  11. Jábali, não me conhecer é uma vantagem sua. Aproveite. O profeta Gentileza, além de Jesus e os dinossauros, explicam o que vc chama da “gratuidade”.

    Vc inicia o texto se outorgando o direito de classificar como “imbecis” aqueles que, simplesmente, têm uma opinião diferente da sua. Até aí, beleza. Direito seu. O comentário foi só pra lembrar que a via é de mão dupla, percebe? Aceite isso da forma que quiser; ou puder. Embora eu não compartilhe da opinião dos seus “bichinhos de estimação” (nem da sua), pelo que li, me posiciono confortavelmente no grupo de pessoas que vc desqualifica; faço qüestã. Fica tranquilo você também, está tudo em seu devido lugar. No hard feelings at all.

    Quanto a roteiros e argumentos, recomendo a quem ainda não conhece e trabalha com isso, o livro de Georges Polti, “36 situações dramáticas”, disponível para download: http://www.archive.org/details/thirtysixdramati00polt

    Abraços a todos os envolvidos.

  12. Schatowartz… Schatowartz…

    Não chamo de imbecil quem discorda de mim, onde você leu isso?

    Eu chamo de imbecil, no meu texto, um cara que eu conheço, que meus amigos conhecem, e que acredita piamente que assistir Avatar numa TV 50 polegadas é a mesma coisa que ver no cinema.

    Tecnicamente não é e ponto final. E quem diz o contrário, me desculpe, ou é ignorante, por ignorar essa enorme diferença, ou é imbecil, por insistir nela.

    E paro por aqui porque o espaço é para discutir cultura, não imbecilidades.

  13. PSSIIIUUUU!!!!! Deu gente! Será que dá para parar de falar e rodar o filme????

  14. Hehehe, esse Schatowartz tomou algum alucinógeno pra escrever tanta bobagem. O cara pensa que é o Deus da intelectualidade. O mundo so nao é redondo porque nao da pra esconder os chatos.
    Querem ficar ricos?
    Comprem o Schatowartz por quanto ele vale e vendam por quanto ele acha que vale.
    Vi só ontem Avatar e achei o filme realmente lindo, mas com a visão ingênua da censura 12 anos.
    Mesmo assim, tem que ser visto porque é uma experiência visual única.
    Foi feito pra ver e não para pensar.
    Vale o que fica na retina.

  15. Schatowartz… Schatowartz… Schatowartz… Schatowartz… Schatowartz…

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk parfait.

    Tochê.

  16. kkkkkkkk
    Schatowartz é um tadinho mesmo. Eu trabalhei com o Henrique Jábali e ele é um dos caras mais criativos e afiados que conheci, e esse Schato metido a intelectual de meia tijela tenta esculhambar achando que ia ficar sem resposta. kkkkkkkk. Ganhou um apelido público, agora quero ver esse apelido desgrudar.
    beijos a todos, mari.

  17. Adorei o SCHATOWARTZ!

    De minha parte, Mari, farei o possível para que grude mesmo. Já pus até no twitter:

    http://twitter.com/walber_schwartz

    Eu sou assim: não me importa do que me chamam, o que me importa é quem me chama de alguma coisa. Exemplo: se um bando de imbecis me chama de imbecil eu agradeço, percebe a lógica? Que vantagem haveria ser elogiado por eles?

    Um publicitário fazendo trocadilho é piada pronta; que eu vivo contando. Agora tenho um exemplo com o meu próprio nome! Uma festa. Já salvei essa página. Obrigado!

  18. Gde Amigo: Henrique

    Quanto tempo, espero poder falar contigo mais vezes, nunca mais foi a Piraju, tenho falado muito com o Carlos, no passamento da sua mãe mandei pesames atraves dele.
    Agota tem meu email.
    Um forte abraço.
    Tambem sou cinéfilo.

  19. Henrique, velho companheiro dos tempos da Norton… E aí meu irmão, cadê você?

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