Che

Um dos filmes mais esperados do ano de 2009, sem dúvidas foi o Che – A Guerrilha, uma pena o Cinemais não ter comprado o direito de exibi-lo em cartaz, mas para os fãs da história do ícone argentino (representante da América Latina) da história dos revolucionários, Ernesto Che Guevara. Há muita especulação sobre o real papel de Che na revolução cubana e de outros feitos dele, sobretudo na Bolívia e no Congo, na África.

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Segue um diálogo marcante do filme:

Jornalista: “Che, o que é imprescindível para um revolucionário”.
Che: “O amor”.
Jornalista: “O amor?”
Che: “Sim, o amor, o amor é a coisa mais importante para um revolucionário, o amor pela humanidade, o amor por seu país, o amor pela causa…”.

Ora, o jornalismo de direita do Brasil (Revista Veja, Tv Globo, etc.) sempre tem levado a figura de Che como um anti-herói, ou até mesmo como um herói fracassado, mas para os verdadeiros estudiosos da história revolucionária da América Latina e do mundo, sabe distinguir bem o papel de Che na história mundial.

O diretor desse longa metragem, Soderbergh, diz algo importante para os anti-Che:

“… há muitos aspectos da vida de Che que as pessoas não conhecem. Se contássemos o que ocorreu na Bolívia sem mostrar o que houve antes, não haveria o contexto para entender a história.” disse Soderbergh. Sobre os que desaprovam o fato do filme “Che” retratar um perfil positivo do guerrilheiro e favorável às suas ações, Soderbergh afirmou: “Conheço bem a argumentação dos que são anti-Che e sei que qualquer quantidade de barbaridades que incluíssemos nesse filme não seria suficiente para satisfazê-los”.

Do ponto de vista cultural e cinematográfico Che tem sido homenageado nas seguintes obras:

A trilha de Che – empreendimento turístico

Com um investimento de 610 mil dólares e um projeto tri anual – que foi parcialmente financiado pela governo da Inglaterra através do seu Departamento de Desenvolvimento Internacional – o governo boliviano procura incentivar o turismo na região por onde Che Guevara passou, e onde encontrou sua morte. Para isso foi criada uma trilha turística, a “trilha de Che”, que seguindo suas pegadas, inicia-se, por rodovia, em Santa Cruz de la Sierra, atravessa a localidade inca de Samaipata, e prossegue pelos vilarejos Vallegrande e La Higuera. Essa trilha turística busca levar o turismo internacional de massas a esse distante rincão das selvas bolívianas, aproveitando o mito Che Guevara.

Filme biográfico Diários de Motocicleta

Em 2004 foi apresentado um filme, Diários de Motocicleta, dirigido Walter Salles, nos gêneros aventura e drama biográfico, cujo roteiro foi baseado nos livros de Ernesto “Che” Guevara de La Serna (Notas de viagem) e Alberto Granado (Con el Che por America), contando a aventura desses então dois colegas universitários na travessia do continente sul-americano numa velha motocicleta Norton 500 cc, fabricada em 1939 e apelidada de La Poderosa, numa viagem que se estendeu de Buenos Aires a Caracas.

Filme épico Che apresentado no 61° Festival de Cannes

Em 2008 foi exibido um filme-acontecimento do 61º Festival de Cannes, intitulado “Che”, de Steven Soderbergh, com 4h28 de duração, em duas partes.

Na primeira metade descreve a participação de Che na Revolução Cubana (1959) e avança até o discurso do guerrilheiro na ONU, em 1964. A segunda parte de “Che” se concentra nos 341 dias que ele passou na selva boliviana, treinando guerrilheiros, até sua morte, em outubro de 1967.

Na segunda parte sobre a história do líder revolucionário argentino Ernesto Che Guevara (Benicio Del Toro), que mostra as guerrilhas de Che na Bolívia, em especial a batalha de 1964 que culminou com sua prisão e morte, em 9 de outubro de 1967.

Dirigido por Steven Soderbergh e estrelado por Benicio Del Toro, o filme tem duração de quatro horas e será lançado em duas partes. Em 20 de fevereiro de 2009 estréia no Brasil Che – O Argentino, que foca no encontro no México entre Che, os irmãos Fidel e Raul Castro e outros revolucionários cubanos, a campanha na Sierra Maestra e a entrada vitoriosa em Havana.

Depois da Revolução Cubana, Ernesto ‘Che’ Guevara atinge o ponto alto de sua fama e poder. Em 1964, viaja para Nova York para discursar nas Nações Unidas, reafirmando seu compromisso com a luta do Terceiro Mundo contra o imperialismo americano. Che desaparece de Cuba, reaparecendo incógnito na Bolívia, onde organiza um pequeno grupo de companheiros cubanos e recrutas bolivianos para começar a Grande Revolução Latino-americana. A história da campanha boliviana é um capítulo de tenacidade, sacrifício, idealismo e da arte de guerrilha, que acaba falhando e levando Che à morte.

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O filme de certa forma mostra o verdadeiro Che da história da revolução:

O Che revolucionário;
O Che guerrilheiro;
O Che líder;
O Che representante de Cuba;
O Che “assassino”;
O Che humano;
Etc…

Um dos pontos fortes do filme é o discurso em 1964 Ernesto Che Guevara representou oficialmente Cuba nas Nações Unidas, tendo pronunciado um discurso por ocasião da sua 19ª Assembléia Geral, em 11 de dezembro de 1964. Onde criticou publicamente, pela primeira vez, a política externa da União Soviética e o Imperialismo Norte Americano.

Nesse mesmo ano, Guevara, deixa Cuba para propagar os ideais da revolução cubana pelo mundo com ajuda de voluntários de vários países latino americanos, contra os conselhos dos soviéticos, mas com o apoio de Fidel Castro. Em 4 de outubro de 1965 Fidel Castro anunciou que Ernesto Che Guevara deixara a ilha para lutar contra o imperialismo.

Coloquei essas informações históricas da vida de Che para incentivar vocês a assistir esse belíssimo e fidedigno filme de Che. Segue o elenco do filme para vocês terem idéia da complexidade e do investimento do filme:

Benicio Del Toro (Ernesto ´´Che´´ Guevara de la Serna)
Catalina Sandino Moreno (Aleida Guevara)
Franka Potente (Tania)
Benjamin Bratt
Lou Diamond Phillips (Mario Monje)
Rodrigo Santoro (Raul Castro)

Rodrigo Santoro, nosso grande ator brasileiro faz um excelente papel do atual presidente de Cuba (irmão de Fidel Castro), Rui Castro, falando o tempo todo em espanhol fluente com toda o sotaque e expressões dos nuestros companheiros.

Vale muito a pena assistir esse filme.

Paz e Revolução!!!

Leandro Nazareth - Fotógrafo por amor, músico por natureza (baterista), filósofo por formação (UFU), gerente de projetos por especialização (UNIUBE) e gerente de produto por profissão (Algar). leandronazareth.blogspot.com

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3 Comentários

  1. E c o m o d i s s e ” O C h e ” c e r t a f e i t a : S e v o c ê s m e p e r m i t e m , i r e i a g o r a l h e s i m p i n g i r u n s v e r s i n h o s / V e r s i n h o s e s t e s q u e i n t i t u l a r e m o s ” E S T A É A V I D A “.

    B o m a p a n h a d o d a p r o d u ç ã o
    e p r i m a n d o – s e o a r t i g o c o m o s í n t e s e
    i n s t a d o q u e e s t á s e u e s c o p o e m u m a b o a p r o v e c t i v a ,
    d e q u e b r a t e m o s a s o c i e d a d e l a n ç a d a a u m a a m p l a p e r s p e c t i v a /
    P o i s é c h e g a d a a h o r a / B e n h ê ê ê ! q u i t a l u m c i n e m i n h a ! ?
    _ N I E E E N T ! n a d a d i s s o ! N E C A D I C A T I B I R I B A !
    E u v o u é l e r o a r t i g o a n t e r i o r d o r a p a z a í . . .
    _ ! ?
    _ É ! o a r t i g o s o b r e o l i v r o d o I – ç a m i ! ?
    _ I ç a m i T i b a .
    _ É ! d o I ç a m i T i b a !

    E e s t a é a B i b a !

  2. E como disse “O Che” certa vez :
    “Se vocês me permitem, irei agora lhes impingir uns versinhos” /
    versinhos estes que intitularemos
    “ESTA É A VIDA” /

    Mas viu Leandro !?
    bom apanhado da produção
    e primando-se o artigo como síntese
    instado que está seu escopo com boas provectivas,
    de quebra temos a sociedade lançada em uma ampla perspectiva /
    Pois é chegada a hora / Benhêêê ! qui tal um cineminha agora !?
    _ N I E E E N T ! nada disso ! NECA DE CATIBIRIBA !
    eu vou é ler o artigo anterior do rapaz aí !
    _ !?
    _ É ! o artigo sobre o livro “Quem Ama Educa” do I – çami . . .
    _ Içami Tiba.
    _ É ! do Içami Tiba.
    E ESTA É A BIBA !

  3. Boa Pedro….

    Versinho legal e intrigante….

    Valeu e acompanhe sempre o blog do Naza aqui e os artigos na Página Cultural…

    Abraços.

    Paz e Verso!!!

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