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	<title>Comentários sobre: Demofobia Explícita</title>
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		<title>Por: Marcus Vinaud</title>
		<link>http://paginacultural.com.br/autores/demofobia-explicita/comment-page-1/#comment-611</link>
		<dc:creator>Marcus Vinaud</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 18:20:55 +0000</pubDate>
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		<description>Como diria Boris Casoy, &quot;isto é uma vergonha!&quot;. 
Não só na via de jornalismo político, mas a demofobia e a aversão ao &quot;pobre convencido&quot; é difundida em novelas, programas de humor (que de humor não têm nada) e vários outros veículos de comunicação em massa. Torna-se piada, o que é mais deplorável, o fato da ascenção social. Concordar que é importante a reforma agrária, a distribuição mais justa de renda e a diminuição da pobreza é muito simples. Mas, ver o pobre que antes só assistia filmes na Globo - ou nem nela - lotando os cinemas e comprando a mesma pipoca e o mesmo refrigerante que, antes, só a classe média bem formada e lúcida comprava, é no mínimo vergonhoso. É o tal do pobre que não deveria ter deixado de ser pobre para não passar vergonha. A questão da diminuição da pobreza é muito mais do que econômica. É cultural. E não há vestígios de que o Brasil - leia-se parte considerável do Brasil - queira de verdade que isso aconteça.
Ótimo texto, Bustamante! Como sempre.

Abração!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como diria Boris Casoy, &#8220;isto é uma vergonha!&#8221;.<br />
Não só na via de jornalismo político, mas a demofobia e a aversão ao &#8220;pobre convencido&#8221; é difundida em novelas, programas de humor (que de humor não têm nada) e vários outros veículos de comunicação em massa. Torna-se piada, o que é mais deplorável, o fato da ascenção social. Concordar que é importante a reforma agrária, a distribuição mais justa de renda e a diminuição da pobreza é muito simples. Mas, ver o pobre que antes só assistia filmes na Globo &#8211; ou nem nela &#8211; lotando os cinemas e comprando a mesma pipoca e o mesmo refrigerante que, antes, só a classe média bem formada e lúcida comprava, é no mínimo vergonhoso. É o tal do pobre que não deveria ter deixado de ser pobre para não passar vergonha. A questão da diminuição da pobreza é muito mais do que econômica. É cultural. E não há vestígios de que o Brasil &#8211; leia-se parte considerável do Brasil &#8211; queira de verdade que isso aconteça.<br />
Ótimo texto, Bustamante! Como sempre.</p>
<p>Abração!</p>
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		<title>Por: Fernando Mundim Veloso</title>
		<link>http://paginacultural.com.br/autores/demofobia-explicita/comment-page-1/#comment-592</link>
		<dc:creator>Fernando Mundim Veloso</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 19:41:41 +0000</pubDate>
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		<description>Mais um lúcido e coerente texto.
Creio eu, que esse sentimento de asco, das classes mais abastadas, pelas ascendentes tem raízes profundas.
Nossa herança Ibérica escravista, ao meu ver, ainda traz reflexos em nossas relações sociais. O Brasil teve um longo período escravista, onde o trabalho braçal era visto como algo depreciativo e humilhante, relegado aos negros.
Nos países anglo saxãoes, o trabalho, mesmo o braçal, é visto de maneira positiva. Perdoe-me as simplificações, mas nota-se que em muitos países anglo saxões, não é tão comum a utilização de empregadas domésticas, pois mesmo as pessoas abastadas não veêm problemas em exercerem tais funções.
Voltando ao Brasil, nota-se que mesmo após a abolição da escravatura, as relações sociais pouco mudaram. Como o país era eminentimente agrário, os grandes proprietários de terra mantiveram os seus privilégios perante aos trabalhadores braçais.
Tenho a impressão que as relações trabalhistas ainda estão impregnados desse ranço escravocata, onde o patrão está em uma posição em que pode subjugar o empregado como não se sujeitando à lei e a moral. Como se já concedesse um favor de dar emprego a alguém.
Dessa forma, vejo que as classes economicamente dominantes, ainda cultivam essa ojeriza aos economicamente hipossufientes, encontrando-se em situações desconfortáveis quando os mesmos ascendem economico e socialmente. Temem assim que estes, outrora, passivos e subservenientes, não aceitem mais os mandos e desmandos.
Feliz 2010 e continue brindando os leitores e ex-alunos (meu caso) com textos pertinentes e elucidativos da realidade nacional.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um lúcido e coerente texto.<br />
Creio eu, que esse sentimento de asco, das classes mais abastadas, pelas ascendentes tem raízes profundas.<br />
Nossa herança Ibérica escravista, ao meu ver, ainda traz reflexos em nossas relações sociais. O Brasil teve um longo período escravista, onde o trabalho braçal era visto como algo depreciativo e humilhante, relegado aos negros.<br />
Nos países anglo saxãoes, o trabalho, mesmo o braçal, é visto de maneira positiva. Perdoe-me as simplificações, mas nota-se que em muitos países anglo saxões, não é tão comum a utilização de empregadas domésticas, pois mesmo as pessoas abastadas não veêm problemas em exercerem tais funções.<br />
Voltando ao Brasil, nota-se que mesmo após a abolição da escravatura, as relações sociais pouco mudaram. Como o país era eminentimente agrário, os grandes proprietários de terra mantiveram os seus privilégios perante aos trabalhadores braçais.<br />
Tenho a impressão que as relações trabalhistas ainda estão impregnados desse ranço escravocata, onde o patrão está em uma posição em que pode subjugar o empregado como não se sujeitando à lei e a moral. Como se já concedesse um favor de dar emprego a alguém.<br />
Dessa forma, vejo que as classes economicamente dominantes, ainda cultivam essa ojeriza aos economicamente hipossufientes, encontrando-se em situações desconfortáveis quando os mesmos ascendem economico e socialmente. Temem assim que estes, outrora, passivos e subservenientes, não aceitem mais os mandos e desmandos.<br />
Feliz 2010 e continue brindando os leitores e ex-alunos (meu caso) com textos pertinentes e elucidativos da realidade nacional.</p>
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	<item>
		<title>Por: Samuel Giacomelli</title>
		<link>http://paginacultural.com.br/autores/demofobia-explicita/comment-page-1/#comment-583</link>
		<dc:creator>Samuel Giacomelli</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 15:31:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://paginacultural.com.br/?p=5429#comment-583</guid>
		<description>Belo texto. Fez-me abrir um pouco mais os olhos para esse tipo de manifestação que eu já reconhecia, porém de forma intuitiva. Prestarei mais atenção às atitudes demofóbicas e refletirei sobre elas. Afinal me parece algo bastante complexo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Belo texto. Fez-me abrir um pouco mais os olhos para esse tipo de manifestação que eu já reconhecia, porém de forma intuitiva. Prestarei mais atenção às atitudes demofóbicas e refletirei sobre elas. Afinal me parece algo bastante complexo.</p>
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