meu lugar
repousada nesse peito, se por descuido ou acidente, meus olhos conhecem um alvo horizonte de contornos tom terra – pálidos são os relevos, curvas e rubra a lanugem. o ar, carregado de um odor muito raro e agridoce se esparge, sem conhecer limites nem fronteiras – me alcança sem demora e embriaga todos os sentidos. e nesse langor, de quando eu encasulada por esses braços, experimentando seu peito aberto em calma amorosa – conheço meu lugar (de origem e de destino), como se essa terra me tivesse sido prometida desde sempre e nunca antes eu tivesse conhecido outro horizonte.
Julyana Nassar - "Usou sapatilhas de ponta durante 15 anos, colecionou boas notas no boletim, mas nada disso lhe rendeu um carro de luxo. É uma otimista incurável de humor divertido e vulnerável."
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