O Diário de um Cinéfilo Insano

Tudo começou com a visita daquele sujeito careca que usava cadeira de rodas. Ele parecia ser bem gente boa, mas veio com um papo de nível 5 que não me interessou. Nunca fui muito bom com números.

Mestre Splinter já dizia… Bem… Não me lembro o que ele dizia. Mas isso não vem ao caso. O que interessa é que logo depois da visita daquele sujeito eu fiquei intrigado e saí em busca da elevação do meu KI.

Desempregado, me lançava de um edifício a outro pendurado por teias que saíam do meu pulso. Foi o meio de transporte mais econômico que encontrei. O problema foi precisar usar um uniforme pra esconder minha verdadeira identidade. Aquele colan azul com vermelho assava minhas virilhas. Era horrível. Foi nessa época que fiz uns bicos como fotógrafo de um jornal.

Alguns anos mais tarde as coisas começaram a melhorar. Consegui um emprego de meio período naquele mesmo jornal, agora como jornalista. Descobri também que eu era capaz de voar. Putz! Teias nunca mais! Era melhor que a 1ª classe de qualquer companhia aérea e, além disso, não havia risco de quedas. Quanto ao uniforme, continuei com o colan azul e, dessa vez, com uma capa vermelha também. Ao menos aposentei a máscara. Aquilo me deixava sem ar. Agora bastam uns óculos velhos e um pouquinho de gel no cabelo.

Na expectativa de aproveitar melhor o meu tempo livre, busquei alguns cursos de qualificação. Durante essa busca conheci Mestre Yoda. Aquele baixinho verde com orelhas de abano era o máximo. Não deu outra. Tornei-me um JEDI. Kynzim (como chamávamos o pequeno Skywalker) era meu colega de sala. Ele odiava quando perdia pra mim… ou seja… sempre. Tempos bons aqueles… Ainda hoje guardo o meu sabre de luz pendurado na parede do quarto. Só lamento pela bateria ter acabado.

Mas nem tudo foram flores. Um tal de Sailer começou a pegar no meu pé, ou melhor, na minha cabeça. O cara era louco. Precisava ver o que ele fez com o Isaac Mendes. Assim que percebeu que não conseguiria me pegar, armou pra mim. Fui acusado de um crime que não cometi. Acabei preso na Penitenciária Estadual de Fox River. Por sorte apareceu por lá um sujeito todo tatuado. É cada uma que me aparece… Se bem que ele sabia como sair de lá… Ficamos muito amigos e até fiz uma tatuagem também.

Depois que fugi da prisão precisei de umas férias. Com identidade falsa, comprei uma passagem para Los Angeles na primeira classe do vôo 815 da Oceanic Air. Eu devo ser muito azarado… Acredita que o avião caiu? Eu devo ser muito sortudo… Foi numa ilha tropical. Diverti-me muito naquele lugar… Tudo bem que tinha um monstro de fumaça me aterrorizando de vez em quando e uns pulos no tempo que me davam uma bruta dor de cabeça… Mas tudo bem… Nada é perfeito. Como dizem por aí: “se a vida te der um limão, faça uma limonada!” Aproveitei o máximo o tempo que fiquei naquela ilha e até descolei um emprego maneiro na Iniciativa Dharma. A propósito, foi lá que aplicaram o adamantium nos meus ossos. Sofri dores insuportáveis com aquele negócio.

Hoje estou aposentado, mas ainda assim presto serviços pro Mestre dos Magos.

Acho que todos nós deveríamos defender o lema: JUSTIÇA, VERDADE, HONRA e LEALDADE. Só assim conseguiremos um mundo melhor.

Agora você se pergunta:

“- Quem esse cara pensa que é?”

E eu respondo:

“- I am Batman!”

Artur Queiroz - "Quem sou? Dizem que sou quieto, calado! Dizem que sou muito certinho, letrado! Dizem que sou esperto, velhaco! Dizem que sou espontâneo, engraçado!" www.arturqueiroz.blogspot.com

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1 Comentário

  1. Muito bom!
    adorei as intertextualidades!

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