Santa Criatividade, Batman!
“Não cometa enganos, cometa pisos”.
“Vai ser bom à bessa. Lançamento do CD de Juninho Bessa”.
“Aqui a procura pelos melhores imóveis se tornou habitual. Habitual Imóveis”.
Estes são apenas três títulos que me chamaram muito a atenção nas últimas semanas sobre como está a produção publicitária na nossa cidade. Não fosse o fato de recursos como os de aliteração/repetição/polissemia nem serem mais tão usados na propaganda, se o fossem deveriam ser extremamente criativos para que não ouvíssemos coisas como as citadas acima. Se por um lado a “falta de mão-de-obra” é questionada, por outro a que existe parece estar bem fraca.
Há um tempo atrás escrevi sobre a “criatividade” nas comunicações dos condomínios da cidade. E agora venho aqui defender o gosto estético criativo da nossa produção local. Diante de tanta coisa boa e eficiente que podemos ver por aí fico imaginando como teria sido o briefing dos trabalhos citados.
É o que sempre digo: posicionamento é tudo. E não é fácil criar um posicionamento assim da noite pro dia. Muito se fala em fórmulas na propaganda. E na verdade fazemos uso daquilo que julgamos estratégico, inteligente e que traga resultados. Até porque existem aqueles que dizem não fazer uso de fórmulas, pois elas se esgotam. Mas “sem perceber” as usam.
Ainda existem aqueles que dizem deixar de lado “essa coisa de ser publicitário” e querem é faturar, dinheiro a qualquer custo, mesmo que pra isso se faça uso de produções toscas, sem conceito, sem posicionamento. Pegue o varejo por exemplo. Nele, o que vemos parece ser a receita exata daquilo que não se deve fazer. É tanta coisa igual, tanto boom, papá, só amanhã, para tudo, foguinhos queimando quando se fala em queima de estoque, repetições exaustivas de corra, venha logo que até parece que estamos diante de vídeo legendas que nada fazem a não ser trazer lucro para as emissoras de TV, empresas de outdoor e etc.
Se parar pra pensar, quem tem preço bom não precisa chamar as pessoas para correrem e comprar, pois o preço é bom o ano todo. Hoje se fala muito em gestão de marca, branding. Criar emoção no consumidor visando atingir seu racional para chegar ao seu bolso. Um novo jeito de pensar o varejo e a marca.
Abaixo seguem dois bons exemplos que podem ilustrar muito bem o fato e que mostram que sim, é possível ser criativo e inteligente no varejo, trabalhando o emocional visando a geração de resultados.
Abraços.
Fabinho Rezende - Publicitário que gosta de cozinhar, tocar gaita, ouvir boa música e ainda escrever sobre tudo ou quase tudo que acha interessante.
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