Uberlândia, cidade que me seduz
Seduz mesmo. O pôr-do-sol mais lindo que já vi na vida, ainda mais no inverno, sem considerar os do litoral, claro. Cidade promissora, cheia de gente bonita, muitas indústrias e rica, muito rica.
Foi o que escutei no lançamento da Feniub 2009. Shopping Centers, empresas, turismo de negócios, agronegócios, negócios, ócios, ócios… É tanto negócio e tanta grana que não consigo entender e nem ver onde está toda essa grana. Começo pela minha profissão. Como profissional de atendimento, uma de minhas várias atribuições é prospectar novos negócios. Legal, até aí tudo bem. Mas me mostre na cidade uma empresa que trabalha com verba estipulada (não falo aqui de fees mensais) daquela que chega pra agência e diz tenho X para investir em comunicação este ano. É sempre aquela história: Verba nós não temos, mas queremos aparecer no Jornal Nacional com duas inserções em cada intervalo. Quando a agência quer orçar materiais diversos é mais complicado ainda, pois os prazos são sempre curtos e o fato de não saber a verba ocasiona várias idas e vindas.
Outra coisa que chama muito a atenção é escutar que o time do UEC está na série “Z” do campeonato brasileiro e ainda foi desclassificado. Com tanta riqueza na cidade – os grandes atacadistas, inclusive da Amércia Latina, estão aqui – era bem possível contratar um técnico top com jogadores também tops, como fez a Unitri com o time de basquete que tantas alegrias trouxe para nossa cidade. Torcedores existem (apesar de eu não torcer para o UEC) e seria muito bom ver o time da cidade bem na fita, ganhando sempre e trazendo ainda mais alegria para sua torcida.
Ontem vi uma notícia espetacular. A nadadora Letícia Lucas Ferreira irá participar como a única atleta a representar a cidade no 1º Mundial de Natação Paraolímpica em piscina curta no Rio de Janeiro. Três horas de treino diário mais uma hora de condicionamento físico fora d´água e ainda pretende melhorar suas marcas no mundial e trazer, além de medalhas, bons resultados para nossa cidade. Mas existe um problema sério: Patrocínio. É ela quem arca com todas as despesas, inclusive o pagamento de seu treinador, viagens e até mesmo sua hospedagem. Garra, determinação e ideal ela tem de sobra. Como entender uma cidade tão rica não ajudar a prata e o ouro da casa?
E não para por aí, em várias categorias esportivas em nossa cidade falta uma melhor distribuição de toda essa “riqueza”.
Até no circuito de grandes shows. Temos um estádio que cabe 75 mil pessoas e em Ribeirão Preto, há pouco tempo, teve show com os remanescentes do The Doors. Muitos anos atrás, teve aqui em Uberlândia um show do A-HA. Mas só ele e nenhum outro depois. Sem desmerecer o Triângulo Music, que supre em parte a necessidade de variedade em diversão na cidade, além dele tem outras possibilidades. Um show do Pearl Jam, por exemplo, sai por U$ 250 mil. O retorno é garantido para quem bancar uma banda como essa aqui. Em BH recentemente houve shows do Iron Maidem, Chuck Berry, entre outros.
Será que a cidade que tanto seduz, somente será lembrada por ser a “capital” do sertanejo e do pagode? Não tiro em momento algum o mérito do turismo de negócios, afinal, é isso que gera empregos a tantos que precisam, faz com que nossa cidade bata recordes em arrecadação. Mas venhamos e convenhamos; bem que essa riqueza poderia ser melhor distribuída, tornando pessoas e até mesmo a própria cidade rica também em outras coisas.
Até a próxima.
Fabinho Rezende - Publicitário que gosta de cozinhar, tocar gaita, ouvir boa música e ainda escrever sobre tudo ou quase tudo que acha interessante.
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Certo Fabinho,
Saí daqui pra estudar em 92. Quando voltei de mala e cuia em 2000 fiquei surpreso ao constatar que o cenário cultural, ao invés de se renovar, apenas havia envelhecido e adoecido. Hoje, passados dezoito anos da época do terça jazz, quinta blues, e tantas outras feiras em casas que acolhiam nossos músicos de verdade, eu te pergunto o nome de um bar na cidade onde eu possa ouvir jazz, blues ou mpb tocados por profissionais. Pra qual lugar vão os caras da nossa geração? Pra São Paulo, pra BH, pra Curitiba, pra New Orleans e pra que? Pra assistir músicos que foram atrás do incentivo que cansaram de batalhar por aqui e nada. Agora fala sério, que papo é esse de turismo de negócios??? Que negócios??? Um bom show de rock é tão lucrativo quanto um show breganejo. E melhor, não agride os ouvidos e nem a alma. Quanta gente que viria de fora pra ocupar vagas nos hotéis, consumir nossos produtos e conhecer nossa cidade? Esse público tem mais dinheiro pra gastar que muita gente imagina. Think big, act big, be brave! O que mede a riqueza de um povo é sua “capacidade cultural”. E pra ficar rico, só investindo.
Abraço e até o próximo som em algum lugar.
Concordo plenamente.
Você um dia escreveu um texto sobre SlugPolis, a cidade das lesmas, hahahahaha ótimo tbem.
devia escrever um sobre a faltande educação das pessoas no transito dessa cidade.
Até q dia vamos ouvir que Uberlandia é a segunda maior cidade de Minas??? Inacreditável o q sentimos na pele ao voltar a morar em Uberlandia. Tenho tantas pessoas queridas aqui! Como disse o Fabinho: É um pôr do sol como poucos.Mas……………é uma cidade q precisa urgente rever seu comportamento!!!!!!!! Vejam o que eu vivenciei.
A frota de carro cresce mas o comportamento no transito ainda é o de quem puxa carroça. Acreditem se quiser: estava eu no meu humilde carrinho na Rondom Pacheco, recebo uma fechada de um carro lindo e importado, que com a seta esquerda ligada, simplesmente passa para a pista da direita !!!!!! Ah!! E para finalizar sua grosseria, no próximo sinal vermelho nos encontramos e o rico, poderoso,empresário e descendente direto dos suínos, abre o seu vidro fumê, amassa uma carteira vazia de cigarros e ….. advinhem!!! lança no meio da rua!!!!!!!!!!! Gente!!! Eu fiquei “bege”, totalmente pasma. Agora, me digam…como esperar patrocínio para uma nadadora paraolímpica, por exemplo!? Um cidadão, teoricamente privilegiado,como este do carro age dessa forma!!!!
Acorda cidade.Educação é a base de TUDO!!!!