Uma breve análise de FHC e Lula
Amigos,
Temos que ter senso crítico, argumentar, lutar, ir para as ruas quando algo está errado, mas também precisamos reconhecer quando vemos progresso.
Contra fatos e dados não há argumentos…

Fonte: The Economist, matéria publicada em 12 de novembro de 2009
Parafraseando o nosso presidente Lula:
Nunca na história desse país tivemos tantos progressos.
Talvez para alguma minoria os resultados não tenham sido bons, mas para a GRANDE maioria, aí sim, tenho visto esses progressos visivelmente.
Paz e Lula Lá!!!
Leandro Nazareth - Fotógrafo por amor, músico por natureza (baterista), filósofo por formação (UFU), gerente de projetos por especialização (UNIUBE) e gerente de produto por profissão (Algar). leandronazareth.blogspot.com



























Acredito que um colunista deva expor suas idéias e ideais políticos, mas levantar bandeiras pró determinados politicos não é aceitável, fazer campanha utilizando desta mídia – um espaço cultural – não é bem vindo, faça-o de outra forma, na sutileza dos argumentos, com fundamentos históricos e comprovados, sem escancarar seu partidarismo, e faça o favor de citar a fonte dos dados apresentados.
Como leitor do site eu espero análise, não um punhado de dados que – fora do contexto geopolítico de cada época – servem de muito pouco. Ficou parecendo propaganda política. Hitler teve um monte de números positivos e respaldo da maioria também em seu governo, nem por isso pode ser considerado “bom”. Não é? Essa propaganda da Folha resume bem isso:
http://www.youtube.com/watch?v=fmZVbF87E1A&feature=related
P.S.: “visto” … “visivelmente” = pleonasmo.
Realmente, temos que tomar cuidado com propaganda eleitoral. Não é esse o nosso perfil.
Marcus,
Entendo o seu ponto de vista.
Minha intenção não foi de fazer campanha, até mesmo porque o Lula pela nossa legislação não vai se candidatar a presidência no ano que vem. O 2º mandato dele termina agora.
Sobre partidarismo, aí sim confesso: sou de esquerda, e em análises sintéticas continuo com o PT como meu partido, mesmo com alguns pontos ruins nesses 2 mandatos.
Sobre a fonte, infelizmente ao publicar a imagem do quadro comparativo o editor cortou a fonte do slide/imagem que enviei.
No meu blog está já com a fonte.
Segue:
Fonte: The Economist, matéria publicada em 12 de novembro de 2009.
Obrigado pelo comentário.
Caríssimo Walber Schwartz,
A análise em cima dos dados da matéria publicada na revista The Economist, matéria publicada em 12 de novembro de 2009, daria um livro, e minha propriedade em falar do assunto não seria tão interessante quanto ler os próprios cientistas políticos falar sobre o mesmo assunto. Portanto, não me atrevo, apenas quis mostrar um quadro comparativo a muito esquecido pela nossa mídia (de direita).
Novamente, não foi propagando política, e sim apenas um ato venerativo dos grandes feitos do mandado do Lula.
Não acredito que tenha sido sem contexto o conteúdo, pois, com o lançamento do filme do Lula “Lula, o filho do Brasil” tem gerado muitos comentários na mídia, principalmente a CULTURAL.
Tenho alguns documentários sobre as campanhas do 1º e 2º mandato dele e é muito interessante.
Sobre seu comentário do Hitler, concordo plenamente. E agradeço todos os dias a oportunidade de viver hoje em um país democrático, com liberdade de expressão e não em ditaduras passadas que vemos na história do Brasil e do Mundo.
Obrigado pelo comentário.
Caríssimo Editor da Página Cultural.
O intuito do artigo foi meramente informativo, pois, não sei se todos tem acesso a revista fonte do artigo. The Economist.
Se achar que meus textos estão fugindo do formato da Página Cultural, favor me informar no ato que eu enviar o texto para apreciação.
Meus textos tem causado sempre polêmicas, sobretudo sobre o olhar do nosso querido Walber Schwartz.
Quero poder contribuir de alguma maneira, esse foi o intuito de publicar meus textos aqui.
Não quero que isso seja um “peso” para nenhum de nós.
Abraços,
O contexto ao qual me referi, e fui específico, foi o geopolítico à época, somado ao econômico mundial – nada a ver com lançamento de filme, vc não entendeu. Ou seja, no governo FHC, o mundo era completamente diferente, estava vivendo de crises financeiras sucessivas (México, Rússia, Kuala Lampur, Argentina, cito de cabeça, favor confirmar); apenas esse fato, completa e propositalmente?, ignorado pelo colunista é suficiente pra invalidar qualquer análise simplista da forma que foi proposta. O real ainda estava engatinhando, várias das grandes potências mundiais em recessão, enfim, é imperativo contextualizar. Até pq, de um analista se espera análise – independente de posicionamento político.
Se não se trata de um analista, o site deveria deixar claro que esse espaço é dedicado à propaganda política do PT. Assim o leitor não se espantará quando encontrar aqui mera (e desobrigada de aprofundamento) opinião partidária.
Nada contra argumentos de quem assume uma posição pró ou contra Lula, desde que sejam argumentos e não uma série de dados que absolveriam o próprio Hitler, como demonstrado.
Se o colunista não se considera a altura de escrever sobre o tema, não deveria fazê-lo, oras.
Os colunistas são livres para expressar suas opiniões, quaisquer que sejam elas, no espaço destinado a eles. O site tem agora a possibilidade de comentários, o que permite que os leitores discordem, concordem, critiquem, apontem deficiências e/ou equívocos na linha de pensamento do colunista, etc. O mesmo espaço permite ao próprio colunista responder a cada um, desculpar-se, agradecer, discordar, concordar, enfim, dialogar com os seus leitores. Esse diálogo, inclusive, é um excelente termômetro para medir a aceitação da ideia que está sendo passada e não imposta pelo autor/dono da coluna. É preciso deixar bem claro que o site não tem que concordar ou discordar previamente da opinião de cada um, “censurando” expressões, ainda que sejam opiniões rasas e/ou equivocadas. O espaço é democrático e não partidário. As preferências políticas dos responsáveis pelo site aliás nunca interferiram no conteúdo. Somos um veículo exclusivamente cultural, sem qualquer vínculo com plataformas políticas.
Lilian, interessante quando vc diz que o site não tem que concordar com as opiniões dos colunistas ainda que sejam opiniões “rasas e/ou equivocadas”. Claro, considerar a opinião de um colunista “equivocada” e ainda assim publicar, é a humildade de não julgar-se dono da verdade. Até aí, tudo bem. Agora, considerar uma opinião “rasa” e ainda assim publicar, é decidir o nível de qualidade daquilo que o leitor do site vai encontrar. Daí o site corre o risco de, mesmo sem querer, servir de plataforma política, religiosa, corporativista, mercantilista etc. Veja o caso específico desse “artigo”. O colunista o chama de “análise” no título, não faz análise qualquer no corpo do texto, e ao ser cobrado diz que deixou a análise por conta dos leitores pq não tem condição de fazê-la. Ora, se o texto sequer tentou ser o que o título prometia (”análise”, ainda que “breve”), a que serviu?
Ao que qualquer um que entre aqui concluirá; mera propaganda.
Um texto de tão raso, Lilian, pode fazer exatamente aquilo que vc diz que o site não faz. De tão raso, um texto (ou o conjunto deles) pode inviabilizar aquilo que vc declarou ser a proposta do site – ser “um veículo exclusivamente cultural”.
Um veículo com essa bela proposta, na minha modesta opinião de leitor, não deveria ter o “raso” como aceitável, sob o risco de entregar o contrário do que prometeu: ao invés de cultura, engodo. Pergunto: para ser um veículo “exclusivamente cultural” o conteúdo não deveria ser exclusivamente cultural?
A cultura é profunda. Ela é a análise, a argumentação, a ideia, o ponto de vista privilegiado… não é o raso.
O raso, não.
Acho que o debate é esclarecedor sobre as necessidades e os desejos dos nossos visitantes. Penso também que ele serve para nos orientar, e aos nossos colunistas, quanto ao cuidado com os posts e do quanto estamos sendo observados. Acredito que devemos concondar que a falta da análise e da argumentação, assim como o partidarismo, devem ser ponderados posteriormente.