Você nunca viu nada igual

tristezas despidas de lágrimas banhadas em soro antiofídico
grilhões de uma malfadada vida de alegrias convencionais disfarçadas
canelas que ardem e escorrem sangue de catchup
mentiras tatuadas no corpo com tinta guache escolar
rasga logo esse disfarce que te revela
libertas será tarde…
antes nunca que esperar
consuma suas misérias e seja feliz por r$ 1,99
ceifa as feridas com faquinhas de plástico dos aniversários infantis
compre sua viagem de alforria para o calabouço do infinito
e leve de brinde sua liberdade solitária
tire o arrebol desses olhos e fecha essa porta pra sempre
nunca se cale sobre os cadáveres que velas e te vela
continue desferindo seus defeitos a todos ouvidos fúnebres e atentos
os pecados…é o que temos de melhor
nossas únicas verdades absolutas
você nunca viu nada igual
nem eu de calcinha larga cor amarelo manga
nem a elegância de uma vida trajada em puro linho branco
Nina Salome - "Sejam bem vindos ao núcleo de uma mente inquieta e dissoluta. O núcleo de uma mente que seduz o mal, fazendo-o refém..." Nina Salomé.
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uma vida fantasiada de graça, onde nada é real e tudo não passa de convenção…um relato preciso e bem dito…Nina…muito bem vinda!
Eu nunca vi nada igual…soco na cara…”os pecados o que temos de melhor”, incontestavel é que pecados são reais e não tem disfarces…very good!
Como disse o Sato…soco na cara..gostei…visceral..passional…idéias bem colocadas..mutio bom!
Sinistro. Apavorante. Alucinante. Estonteante. Vísceras a mostra. Doeu!
Completada a citada meia dúzia,
aloquemos para as novas gerações (é o valoroso “repeteco”)
o epíteto bragantino da glosa de Oswald De andrade, ” O Huno ”
em celebração / não celebração -
comparação / não comparação á epístole de Dona Nina Salomé /
Foi no baile da Ilha Fiscal (ao final do império de Pedro Segundo / bem no finalzinho)
foi lá que o conde D’Eu (pronuncia-se / tem que fazê biquinho ! Amábilus !
e / ou
chanfrar teus auspiciosos lábios ! Larábios – amábilus !
Petrar – bi – lus . . .PetrarBiluz !
Mas o que disse o Conde D’Eu !?
Que farinha de Suruí !
Farinha de Suruí – pinga de Parati ! e fumo de Baependi !
é comer – beber ! fumar ! tombar e cair !
Foi no baile da Ilha Fiscal /
Alê ! Dona Nina S a l o m i !
Eu tô achando que a Nina não gostou do meu comentário / pois então tenha Nina tudo o que é seu de volta / não por cores claramente arrivistas / digamos : arroubos tenentistas / Droga ! por quê é que eu não estudei mais / hoje eu seria ( Oh não ! ) hoje eu seria um SeisCentista ! E “O Homem Que Calculava” contou seis onde o comentário era o de número cinco / e pra quê que eu fui argumentar que Oswald De Andrade era um Huno !? / _ E por uma conveniência formal ? uma exigência da métrica ? _ Esta é a minha amiga Biba / _ Pois vai ter que se explicar ! “Barões e Alões virão agora clamar seus poços ! ” _ Este é o meu amigo Pedro Luis / Pedro Luis, cara de nariz ! Eu explico excelência ! Oswald De Andrade !? Huno !? Minto ! ( É que há muitas significantes para “Huno” e os prazos estão curtos para fazer justiça ao Ministro / o que eu queria mesmo era erigir-lhe um obelisco ) Isto é que dá ! tá vendo Cumbuquito !? e eu que pensei que tinha parado com a Mistura De Porrinto / eu confesso – réu confesso : eu quero é ficar rico pra todo dia poder tomar do bom e do melhor absinto ! Oh Nina ! o que fazer !? Pois farei ! reconduzirei-me aos tantos chistes e atos falhos / Clamarei ! conseguirei alguma força / a Nina merece coisa melhor do meu Reator Fracionário / _ Que funciona também muito bem como fogos de artifício / _ Sossega leão ! _Cê precisa vê Nina ! é du’caralho ! BUM !
Caro Alcântara
Eu não sou uma erudita que debate filosofia, política, comportamento, arte, e clássicos da literatura. Não busco um lugar-ao-sol, muito menos como escritora (sei meu lugar no mundo). Até fiz contatos imediatos no 3º grau e cheguei a adquirir papeleta que me diz PÓS. E mesmo tendo sido do fundão, nunca fui uma ignóbil e limitada aluna. Não fugi da escola, mas a vida me levou pra rua pra fazer a minha história e não para ler a dos outros em decorébas. Toda idiossincrasia que os livros, teatros, artes e filmes teoricamente proporcionam, eu aprendi (vivendo) na prática; todo discernimento que se aprende através da erudição e anos de estudos, eu aprendi com meus erros e com os tortuosos caminhos da vida. Eu não sou escritora, mas escrevo por urgência de falar o que penso e, o que penso, vem da visceralidade do âmago (desculpe por usar essa palavra) da minha alma (e essa também) e não de aulas de filosofia ou clássicos da literatura. Sei um pouco sobre a vida e me auto-analiso mesmo não tendo noções de psicanálise. Filosofo, mesmo não sendo amiga de Sócrates, e ninguém me compra com existencialismozinhos baratos e inúteis. Eu sou debilitadamente burra, uma ignorante-estúpida, um ser aculturado, eu sou Pulp (quase-poética) Fiction, enquanto a maioria academicuzinhos (docentes ou discentes) blasés são Forest Gump.
Inteligente mesmo era o Maguiver (é assim que escreve?) que nunca leu um clássico da literatura mundial, mas construía bombas pseudo-atômicas utilizando apenas um palito de dente, um cortador de unhas e um chiclete mascado.
Sou apenas uma infâme crônica que às vezes faz crônicas e poeminhas, sou a personificação humana da propaganda enganosa tal qual uma “Japa Paraguaya” chamada Lolita Tanakara…
Sou apenas uma sombra, um ser virtual criado para viver restrita a sites, blogs e telinhas de computador. Se não dialogo com os “leitores” é que minha auto-estima já matou há muito meu alter ego e o jogou em cova profunda. Nem sei porque escrevo esse monte de merda, só escrevo. Sou uma sombra da noite mendigando olhos com apetência em literatura inútil. Sou menos do que pensam e mais que imaginam, a metade do nada com a metade do tudo.
Deus me esqueceu milhas atrás e agora sigo vagando pelo deserto de mim mesma.
E caso algum senhor reacionário academicuzinho não tenha gostado… Foda-se!
Agora de você e do seu comment eu gostei sim, uma honra pra mim saber ter utilizado seu tempo com palavras tão cultas (confesso ter ido ao dicionário), Oswald, Huno… Obrigada pelo feedback, por me ensinar um pouco mais. Valeu Machado!
A Dissensão veio carpir depois de muito recuar-e recuar. E testar nossa coragem / Alcântara Machado e Pedro Luis não se encontram mais entre nós . . .
A lua perfaz-se de um soluço
e a nave retoma o seu prumo. . .
e com certezea algum bom vivente
houve de entoar um fado
lá pelos lados do farol.