Wannabe!
Bom, não está escrito errado. Esse é um termo – apesar de ser estrangeiro – que em breve estará presente nas rodas de conversa. Mas não é exatamente isso que você está pensando. Existe uma diferença entre ele e a expressão wanna be (want to be). I wanna be free, muita gente quer.
Mas jamais queria ser uma wannabe. É o tipo de pessoa que jura que é, ou mais conhecido como o famoso “se acha”. O cara acha que é o degas. Conheço alguns exemplares dessa espécie. Gente que fala, fala, fala e não fala nada. Gente que se mostra, se exibe e não é nada daquilo. Gente que, como diria um amigo, é pouca prática e muita teoria. Entende de tudo de todas as áreas e com um “alto grau de conhecimento” sobre os mais diversos temas.
Na minha área de atuação profissional existem vários. Uma vez topei com um num clube da cidade que inclusive possui uma empresa de reclames. O cara é tão wannabe que é incapaz de ver que os materiais por ele feitos beiram o ridículo.
Todo mundo, inclusive eu, já foi wannabe uma vez na vida. O problema é quando isso perdura, se fixa na vida da gente. Na política local também temos os nossos. Ontem vi um outdoor na cidade que anuncia uma próxima luta. Poxa, tudo bem lutar pelo fim dos abusos contra a população, mas fazer disso uma meta de vida, com tantas outras lutas que existem para serem travadas na nossa cidade? Mas a bandeira wannabesista dele ja está levantada. Ele não vai abrir mão do velho, cansado e já desgastado pela ação do termo jargão de “a luta continua”. Só espero que tenha cuidado e um bom trabalho de comunicação, pois isso cansa. As pessoas cansam de ouvir as mesmas coisas sempre. A credibilidade vai embora, saca?
Existem também aqueles casos de pessoas que trabalham em determinada área e querem, querem não, sabem de tudo dela. Mesmo que seja uma área afim. Troca-se os pés pelas mãos e atrapalha-se todo um processo previamente planejado e criado.
No ambiente de trabalho, podemos ver isso também. A figura começa a se destacar, ganha um milímetro de confiança e já vira uma wannabe. Daí, devido à vaidade surgida em função de um pequeno destaque, ela passar a ser, além de wannabe, burra. Começa a se comportar como chefe e trata de forma nada amistosa seus colegas de trabalho que estão no mesmo nível de hierarquia. O detalhe mais curioso é que tudo que faz tem alguém que faz melhor. Entra em cena o lobo em pele de cordeiro. Putz, essa espécie é a pior.
Tenha cuidado se você conhece ou até mesmo tem algum wannabe do seu lado. Pode ser contagioso. Seja sempre você mesmo e tenha sempre a humildade de saber dizer que não sabe sobre determinado assunto, pois uma hora a casa cai. Daí meu amigo você será sempre visto como um wannabe, se achando sempre.
Até a próxima.
Fabinho Rezende - Publicitário que gosta de cozinhar, tocar gaita, ouvir boa música e ainda escrever sobre tudo ou quase tudo que acha interessante.


























