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Fabinho Rezende fabiofrezende@hotmail.com

Um publicitário que gosta de cozinhar, tocar gaita, ouvir música boa e ainda dar uma geral (escrever) sobre tudo ou quase tudo que eu e você que está lendo achamos interessante.

  • De verdade ou de Mentira?

    Caldo de carne sabor picanha, feito com picanha de verdade? Hã? Como assim? Picanha de verdade? Hummmm… fico na dúvida do que seria uma picanha de mentira. Será ela de plástico? Ou teria mais que 1,2kg? Bom, na dúvida não comprei nem vou comprar o tal caldo.

    Sabão em pó com bolhas de oxigênio (imagina o custo pra “embolhar” o oxigênio?). Shampoo com micropartículas de silicone, existe uma profusão de produtos com “diferenciais” que prometem mundos e fundos. Mas será que se levarmos tais produtos para laboratórios não corremos o risco de descobrir uma mentira?

    Protetor solar que protege até seis horas na água. Hã, na água? Não teria que ser no sol? Ah então é protetor aquático. Shampoo com micropartículas que restauram as pontas. Putz, coitados dos salões de beleza.

    É claro que visto dessa forma a coisa seria feia. Mas obviamente não é assim. É que se você pegar a mensagem pela metade vai mesmo estranhar tudo isso. Uma vez, um conceituado publicitário aqui da cidade, numa oficina de criação publicitária, passou um briefing sobre um chinelo de dedos que tinha um forte diferencial de vendas. Ele era feito de borracha natural sintética. Peraí, me ajuda. Ou é natural ou sintética. Dependendo do que for, pode ter um posicionamento diferente do que já existe. Agora divulgar que a borracha é natural sintética pra mim soa como a picanha de verdade, o protetor solar que protege na água e do sabão em pó com bolhas de oxigênio.

    O certo é que devemos ponderar muito bem antes de vender algum produto. Tem faculdade que usa imagem de cantor sertanejo, outras fazem valer de referência criativa o Ricardo Eletro com direito aos famosos barulhos de coisas caindo fazendo boom. Mas como a propaganda a cada dia que passa tenta refletir a cultura de cada região ou povo, algumas aberrações são possíveis de serem vistas. Tudo é uma questão de parar pra pensar que o consumidor hoje está mais atento a este tipo de coisa.

    Imagina se o sujeito resolve levar o tal caldo de carne para uma análise minuciosa? Ou o sabão em pó pra saber se as tais bolhas de oxigênio estão mesmo lá? Imagina o cara que quer entrar pra uma faculdade e vê em sua comunicação uma referência de varejo de eletroeletrônicos?

    Então nessas horas temos que parar, pensar e ver se o que queremos ter, desejar possuir ou até mesmo ser é de verdade ou de mentira. Na dúvida fuja de tudo que faça boom ou tenha algo muito mirabolante, como as tais bolhas de oxigênio.

    Pra terminar faço aqui um pedido. Use óculos de sol ao ler este texto, pois ele contém micropartículas que fazem com que seus olhos comecem a ver letras muito pequenas não conseguindo ler todo ele até o final.

    Boa leitura e até a próxima.

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