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- Fotógrafo, cronista, designer, blogger e jornalista em formação. Escreve principalmente sobre cultura, política e tecnologias.

Desopinião

A revolução que invoco não é ideológica senhores, é intelectual. A mesa está cheia de achismos, e na verdade sempre estará, sempre. Opiniões que tomam tudo para si, que se popularizam em taras, taxas, doutrinas, confins, e resumem tudo num emaranhado de preceitos e preconceitos. Opiniões que categorizam, rotulam e atropelam a diversidade do próprio meio de existir, de modo que se torna muito fácil explicar o mundo e disfarçar a pouca ou pretensa beleza de pensar.

Entendo que as boas opiniões são capazes de chocalhar muita sujeira mental, mas são hoje tão raras… Cada um carrega consigo o peso de suas opiniões e é saudável opinar. O problema é que a boa opinião depende da reflexão, e nesse quesito estamos a derrapar. Naqueles segundos que antecedem os compartilhamentos do Facebook, duvido muito da capacidade de construção reflexiva de qualquer mortal que não tenha previamente pensado sobre o caso. Isso é premissa!

Discordo do termo “formador de opinião”, principalmente se aplicado a mim. Não quero formar opiniões, e nem preciso formar. Uso esta técnica aqui, trampolim para o mais puro modo de convencimento, principalmente para desconvencer e desclassificar. Esqueçam tudo que eu tenha dito antes, troco isso por qualquer intelecta-emancipação que possa ser agora impulsionada. Estes meus textos e cadernos, senhoras, são apenas ferramentas para extravasar palavras que me sufocam, até que um dia hei de registrar, por fim, meu último ponto final.












2 Comentários

  1. Muito bom, emancipação reflexiva devia começar nas escolas, Parabéns!

  2. Muito, emancipação reflexiva devia começar nas escolas, Parabéns!

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