Que… [pr]a gente o que mesmo? Nchallah! E a gente mais!
Sempre se encerra um ano na projeção de um outro – mais repimposo. Eu também, por claro. E a gente então vai tentando escurecer, cada nós à sua maneira, o que foi ficando assim – algo doendo muito nesse qual-tal acabando, sabem?
A minha lista, dessas que a gente talvez intencione fazer pra pôr algum melhoramento na gente mesma e naqueles que de alguma forma com a gente, pois que essa tal lista seria enfim enorme… Já que acumulada em agravos-ano muitos, e de uns tais procedimentos pra com a gente que, tem hora, tem sim alguma hora em que vamos nós pensando isso: “minhanossa!, e como é que pode ser assim?” Os possíveis desejos contidos na minha confabulável lista – se é que nos cabe ainda desejar qualquer coisa – viriam todos eles pululando sem-fim de deleitosos pedidos, e de arrependidos desamores, desvios pra choques recorrentes contra o muro, potencializados quereres que então tão-só.
Que a gente isso, que os tantos lá-grandalhões de esmagar sonhos nossos não aquiloutro com a gente. Por favor! Eis o que penso num de mais importante pra todos nós – que conseguíssemos, enfim, frear este “empurra-empurra e a gente sempre tomba” com que os tais fazem dos dias nossos os mais sofridos, e atordoados, e ocupadíssimos, e descabidos e esvaziados e sem rumo. Mas tal coisa tinha que ser pra um de sempre! Porque quando se abre a janela todos os dias e se deixa entrar em casa o ar modernizante das coisas-gente e das pessoas-máquina, então que se nota às vezes quão desvantajoso vem sendo sustentar um modelo desse que dizem “o tal desenvolvimento corporativo” – me pergunto sempre no caso: e é pra quem a corporação? – que faz maquinaria correr-zás e muitos de nós, em maioria, ir ficando pra trás. Do quê, propriamente? Dos pontos de ônibus lotados de desviver, das rotinas esfumaçadas em dissabor-rasgo com que se leva adiante a vida sem ter muito com o quê, de um destroçamento daquilo que ainda poderia restar de bom em nós – o sonho.
Penso assim, meio no amargurado da visão mesmo, porque até sonho nosso parece que vai ficando quadriculadinho e pronto, quando muito pra dançar conforme a orquestra ali, dos senhores Fulanos Importantes das Quantas. E é então que isso, que até sonho da gente perde a querência de ser sonhado… Se não se sonha o que se dita, possivelmente nem se dorme direito pra se poder sonhar…
Que, enfim, não se mande tanta gente à merda, senão aqueles sujeitos e sujeitas que realmente merecem. Basicamente? Os de sempre – porque ano nosso começando talvez estivesse sendo de fato um pouquinho melhor se as tais “antas poderosas” desaparecessem pelo menos dos mapas forjadinhos que elas mesmas vêm tratando de criar há séculos: os mapas da desigualdade, da rapinagem, da exploração de gente por gente. Ê comilança – mas só de alguns, psiu…
Que também se ponha, e sobretudo, tino no seguinte: apesar do desmantelamento todo de vida nossa, de uns engolindo outros, de criança tendo que fazer um sem-sentido de coisas pra continuar criança (opa, mas muitas delas nem consegue entender o que é isso porque de fato nunca teve isso, né?), de gente torcendo o nariz pra outra, ou talvez mesmo esbofeteando outra por conta de rótulo algum que as pessoas cismam em pôr nelas mesmas, vixi… O que eu ia dizendo era da importância de a gente atinar mais pras coisas. Por que é, por exemplo, que a gente não atina, ou atina tão pouco?
Aí então que a gente talvez seja menos sofrida, menos corrompida, menos escamoteada, menos surrada mesmo pela vida. Aí também que a gente não deixe tanto escaparem os sonhos nossos nem amor nosso pela gente, pelos da gente, pela vida da gente.
Que 2012 venha vindo – ventando pra longe a poeira das torpezas todas contra nós todos! Acho difícil sendo assim tão rápido, mas não sou também de duvidar das coisas em excessivo… Senão de vontadear, e muito – por que não? Pode ser que um dia… Ou dia-após, com muita querência da nossa parte e lindeza que a gente vá juntando sensibilidade-além pra nunca deixar de olhar nem de sentir nem de desejar. Ó o sonho… Isso, sim, o que deve! Ser talvez – mas pode? Em todo caso, pra nós todos – nchallah! E que a gente ainda mais…
Carol Piva - Alcunha tão-só, ou muito do mesmo espalhado em Melindas, Lavínias e Camilas. Também em Leonardos, Williams e Andrés. Tanto mais ou um pouco menos. Blog: Art Brazil.

























Preciso, sim. E eis que vamos… Na euforia talvez encabulante do texto, prazer enorme que escrever sempre pra cá-a-gente, topeço meu em duas cositas-língua que preciso corrigir porque senão não eu em sossego… É que escapuliram assim umas palavrescas que eu tinha refeito mas acabei na confusão dos arquivos, ou não, na boa leveza sonora do texto mesmo… Vamos, pois, na toada:
Onde a gente tá lendo aqui assim ó, e entre parênteses: “(opa, mas muitas delas nem consegue entender o que é isso porque de fato nunca teve isso, né?)”, eu tinha a intenção talvez, e só talvez mesmo, de ter dito assim: “(opa, mas e aquela em muitas-maioria que nem consegue entender o que é isso porque de fato nunca teve isso, né?)”
Em caso todo, ou pouco mesmo, em nada interfere na fluidez da leitura – penso. Provável mesmo é que tenha ficado até mais encafifada a sintaxe-antes…
Ano de-novo pra nós todos de muito atordoamento, meus queridos e queridas! Eis o que, ainda que muito dificultoso, claro, desejo pra gente: embate bom com a gente, com o que fazem de mais infelicitando a gente, sabem? Tim-tim!!
Parabens Carol..!!!!!!!!!!!!!!!