Distrito 9

Direção: Neill Blomkamp
Roteiro: Terri Tatchell,Neill Blomkamp
Elenco: Sharlto Copley (Wikus Van De Merwe), Jason Cope (Grey Bradnam), Nathalie Boltt (Sarah Livingstone), Sylvaine Strike (Katrina McKenzie), John Sumner (Les Feldman)

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Sinopse: A humanidade esperava por um ataque hostil ou por gigantes avanços tecnológicos, nada disso veio. Os alienígenas chegam à Terra como refugiados e se instalam em uma área da África do Sul, o Distrito 9, enquanto os humanos decidem o que fazer com eles. A Multi-National United (MNU) é uma empresa contratada para controlar os alienígenas e mantê-los em campos de concentração e deseja receber imensos lucros para fabricar armas que tenham como “matéria-prima” as defesas naturais dos extraterrestres. Mas a MNU falha na tentativa de fabricação das armas e descobre que para que elas sejam ativadas, o DNA dos aliens é necessário. O tensão entre humanos e aliens aumenta quando Wikus van der Merwe espalha um misterioso vírus que modifica o DNA das criaturas impedindo a poderosa MNU de colocar em prática seus planos de exploração sobre as criaturas de outro planeta. Então o homem que se torna o mais procurado do mundo, tem que fugir, e sem casa e sem amigos, só tem um lugar onde se esconder: Distrito 9.

Crítica

Quando se fala em um filme dirigido por Peter Jackson já se espera algo no mínimo interessante. É que esse cineasta, apesar de ter uma filmografia ainda pequena, é responsável por obras fantásticas como a trilogia “Senhor dos Anéis” e a terceira refilmagem de “King Kong”, ambos cheio de excelentes efeitos visuais e com histórias fascinantes.

E é exatamente isso que me atraiu ao cinema para assistir o mais novo filme do diretor neozelandês. Distrito 9 é mais um filme de ficção científica que fala sobre extraterrestres. Mas é algo totalmente diferente do que já havia visto nas telonas. A história nos mostra a convivência entre humanos e alienígenas, e ao contrário da maioria das obras do gênero, desta vez somos nós que temos o “poder” de dominar estes visitantes de outro planeta.

Nos primeiros 30 minutos, Distrito 9 me pareceu mais um daqueles filmes idiotas que chegam constantemente aos cinemas. Usando na primeira parte uma técnica para parecer um documentário, com depoimentos e câmera no ombro sempre em movimento, que achei bem interessante, o filme nos mostra um bando de ETs estúpidos que parecem camarões em meio a uma espécie de favela. Essas criaturas brigam pra comer restos de lixo, alimentos pra gato e pneus, vomitam, fazem xixi e até vestem sutiãs. O que em minha opinião é totalmente desnecessário.

Mas para a minha surpresa tudo isso muda a partir do segundo ato, quando acontece algo inesperado transformando uma história boba em algo fantástico (que não contarei aqui pra não estragar as expectativas). O fato é que um personagem do filme considerado o maior “idiota” do mundo se torna a peça chave desta produção mudando o destino dessa história.

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A fotografia traz um cenário poeirento que destaca a pobreza do Distrito 9. A enorme nave ao fundo, parada quase o tempo todo do filme, é outro ponto forte da produção. Temos a impressão que ela pode se mexer a qualquer momento.

Outro destaque desta grande produção são as atuações. Vale lembrar que ao contrário dos outros filmes de Jackson, desta vez não existe nenhum nome conhecido no elenco, o que não atrapalhou em nada. O nome principal nessa história é de Sharlto Copley, amigo de juventude do diretor. Ele assumiu o papel principal sem se considerar um ator, revelando-se, no processo, uma fantástica descoberta. Ele se transforma num personagem bastante interessante.

Distrito 9 é sem dúvida um filme totalmente diferente dos muitos já feitos sobre o tema. Uma obra que nos deixa com os olhos grudados na tela. Cheio de surpresas e bons efeitos especiais, sem exageros. Se não fosse a primeira parte, diria que é perfeito! Torço por uma continuação.

Nota 8

Por Kelson Venâncio

www.cinemaevideo.com.br

Kelson Venâncio - Jornalista premiado, diretor de Comunicação da Câmara Municipal de Uberlândia, editor e apresentador do TVU Notícias (UFU) e diretor do site e programa de TV Cinema e Vídeo". www.cinemaevideo.com.br

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2 Comentários

  1. Desculpe o comentário, mas Distrito foi dirigido por Neill Blomkamp. Jackson é apenas o padrinho do rapaz. Na verdade, a maior intenção dele ao produzir o filme era mostrar o trabalho do novato ao mundo e emplaca-lo o como diretor da adaptação do game Halo.
    Um abraço.

  2. Era meu filme predileto de 2009 até assistir Inglorious Basterds. :)

    Perfeito para a proposta.

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