Eclipse

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Só tem uma justificativa para um romance tão bobo: seria Edward gay?

Que me desculpem os fãs da série Crepúsculo, mas como todos sabem, nunca gostei de nenhum dos filmes anteriores. E como gosto cada um tem o seu e nesse país a liberdade de imprensa é um direito que temos, vou dar minha opinião descarada sobre Eclipse: Ridículo!
Sinceramente não consigo entender como uma história boba dessas faz tanto sucesso e se torna um fenômeno mundial?
Como atores tão fracos podem se tornar astros reconhecidíssimos em Hollywood fazendo papéis tão inespressivos?
Depois de ver um punhado de adolescentes batendo palmas ao término do filme, pensei “acredito que estou vivendo em outro planeta”. Pensem bem: Todos os filmes são voltados apenas para um vampiro que ama uma mulher que ama o vampiro, mas que também ama o lobisomen que detesta o vampiro, mas que se torna amigo dele pra protegê-la. E nessa terceira parte essa relação chega a beira do ridículo, do absurdo.
O que Bella tem pra ser tão importante na vida não só de Edward e Jacob, mas também de todos os personagens que aparecem no filme? Até mesmo os pais de Jacob e Edward aceitam essa “pouca vergonha a três”. Todos querem matar Bella e todos querem protegê-la. Não dá pra entender. E olha que a menina ainda é virgem hein!
E que exemplo um filme desses dá para a garotada? Sinceramente um exemplo de pouca vergonha. É um verdadeiro “Ménage à Trois” entre vampiro, lobisomen e uma garota indecisa. E falo mais: Edward é o vampiro mais traído e manso da história do cinema. Ele é capaz de levar a sua amada para encontrar com o rival e deixar ela pra andar de moto com ele, ou para andar em meio à selva em seus braços, ou para deitar-se de “conchinha” sendo abraçada pelo rapaz fortinho sem camisa (outra coisa ridícula). Mas o pior mesmo é a crise de ciúmes do lobo fortinho ao ver sua amada dizendo que vai se casar:
Jacob - ”Eu vou descer (do pico da colina) e matar alguns”.
Bella – “Não faça isso!”
Jacob – “Vou sim”.
Bella – “Não, eu também te amo!”
E depois desse diálogo muito criativo, eles se beijam. Ela volta pra Edward e pergunta: “você viu isso?”
E ele: “Não, mas (como leio pensamentos) os sentimentos de Jacob me revelaram o que aconteceu”.
É um vampiro manso e conformado ou não é? Pelo amor de Deus com um filme desses!
Mas aí surge uma outra discussão que pode justificar as atitudes de Edward (aquele que não quer fazer amor com Bella por que tem medo de machucá-la – ai ai ai): Tudo leva a crer que ele é homossexual que não assume a sua verdadeira identidade e que na verdade ele quer mesmo é ficar com Jacob. Reparem na cena da cabana, que é uma cópia do filme “O Segredo de Brokeback Montain”.
E desta vez, resolvi falar mal apenas desse romance estúpido e repetitivo que com certeza se repetirá no próximo filme “Amanhecer”. Ainda escreveria muitas linhas para criticar várias outras coisas como os fracos efeitos especiais, diálogos óbvios, flashbacks que não acrescentam nada à história, interpretações de outros atores, o “exército” de vampiros, as piadinhas sem graça e muito mais. Deixa isso pro próximo!
A única vantagem deste filme é que desta vez não dormi. Acho que por que eu comprei um sacão de pipoca e muito refrigerante, pois não há como dormir mastigando!

Nota 1

Por Kelson Venâncio

Sinopse: Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) estão juntos, mas sua relação proibida é ameaçada de ser destruída novamente com o surgimento de um vampiro mal, que busca por vingança. E Bella é forçada a escolher entre seu amor verdadeiro – Edward – e sua amizade com Jacob Black (Taylor Lautner), já que a luta entre vampiros e lobisomens continua. Mas há ainda outra escolha para Bella fazer: mortalidade ou imortalidade?

FICHA TÉCNICA

Diretor: David Slade
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Billy Burke, Ashley Greene, Jackson Rathbone, Nikki Reed, Bryce Dallas Howard, Dakota Fanning.
Produção: Wyck Godfrey, Greg Mooradian, Karen Rosenfelt
Roteiro: Melissa Rosenberg, baseada em obra de Stephenie Meyer
Fotografia: Javier Aguirresarobe
Trilha Sonora: Howard Shore
Duração: 135 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Romance
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Imprint Entertainment / Summit Entertainment
Classificação: 14 anos

Kelson Venâncio - Jornalista premiado, diretor de Comunicação da Câmara Municipal de Uberlândia, editor e apresentador do TVU Notícias (UFU) e diretor do site e programa de TV Cinema e Vídeo". www.cinemaevideo.com.br

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5 Comentários

  1. Sinceramente, essa foi uma das melhores críticas que li a respeito dessa saga sem graça!

  2. Sorte dos atores que continuam ganhando dinheiro com essa droga.

  3. Como o próprio Kelson escreveu, eu também poderia escrever muito mais, porém, serei breve e direto. Cada afirmação que farei poderia ser defendida por meio do aprofundamento de cada argumento, mas não estou com vontade de ir tão longe. Quero, apenas, pontuar algumas coisas, apresentando-as como um tira-gosto para as discussões.
    1o: histórias baseadas em romances/amores correspondidos/não correspondidos/mal correspondidos e sem muito sentido sempre existiram na literatura e no cinema, algumas com muito sucesso, outras nem tanto;
    2o: quem tem o direito de dizer o que faz ou não faz sentido em uma história de amor/romance/paixão/etc? Existe um ditado popular que diz “o coração têm razões que a própria razão desconhece”.
    3o: quem nunca foi vítima de confusões do próprio coração?
    4o: que moralismo superficial e raso é esse desse crítico de cinema ao escrever sobre o tripé amoroso dos protagonistas da série?!? Que análise mais rasteira, puritana, SIMPLISTA a respeito das indecisões sentimentais de uma personagem. E esse papo de “que exemplo um filme desses dá para a garotada? Sinceramente um exemplo de pouca vergonha”? Que coisa mais infantil e boba essa colocação. Quantos clássicos do cinema trabalharam com essa mesma temática, o triângulo amoroso? I-n-ú-m-e-r-o-s, todos sabemos.
    5o: As reações de uma pessoa a uma história depende muito do momento pelo qual ela está passando na vida. Provavelmente, essa série agrada a quem está vivendo situações semelhantes, a quem está se apaixonando, a quem está no colegial, a quem procura uma fantasia para a vida e coisas do tipo…Quem nunca passou por essas situações? Quem nunca se reconheceu em histórias e fantasias alheias por mais sem sentido que fossem para as outras pessoas que estão em outros momentos da vida? O crítico pode ser crítico, mas não “criticista”. Esta última situação cheira mais à recalque…
    6o: O deitar de conchinha está COMPLETAMENTE de acordo com a lógica da história e das condições das personagens da trama (o vampiro é frio, o lobisomem é quente, a barraca está no topo de uma montanha gelada…). Não há contradição com o enredo, com a trama, com a situação, com a história. O que pode haver é uma dificuldade das pessoas que assistem em lidar com a cena, com a situação – mas isso tem a ver com as psicologias mal resolvidas delas, e não com a coerência do romance…
    7o: a série é uma fenômeno da Indústria Cultural. Ok. Não é a 1a e nem será a última. A Indústria Cultural tem os seus aspectos negativos, óbvio. Mas, nesse caso, EM ESPECIAL, não vejo os problemas que os CRITICISTAS DE PLANTÃO gostam de apontar. A série é infantil? Não foi feita para os espectadores da 3a idade; é açucarada demais? Há quem goste de café amargo, há quem goste de café doce – e o que seria do amarelo se todo mundo gostasse do verde? a protagonista é muito indecisa?Bom…quem nunca o foi? E desde quando os clássicos da literatura ou do cinema não trabalham com a indecisão das personagens? E por que isso incomoda tanto a algumas pessoas?!? O vampiro principal é permissivo demais? Ok…bom exemplo para a garotada seria ele cultivar o “ciúmes possessivo”, bancar a pose de “macho que não leva desaforo para casa” e sair dando pancada em todo outro homem que ameaça roubar-lhe a amada?!? Tenha dó.
    8o: o medo do vampiro principal em machucar a Bella em uma relação sexual também faz parte da trama da série, portanto, totalmente coerente com toda a história e com a lógica poética da história. Além disso, o tal do vampiro não é um maníaco sexual, vem de outros tempos e enxerga o sexo de uma forma diferente do que alguns críticos gostariam que ele enxergasse. Exemplo bom para a garotada seria o cara preocupar-se apenas com o desvirginamento da moça e com a velocidade com que isso ocorreria dentro do relacionamento, ok? Mais uma vez, tenha dó.

    Por fim, sabe o que eu acho de quem não consegue se abrir à poesia ou à FANTASIA dessa série? Tem algo de muito sério, e triste, acontecendo com a capacidade de romancear dessas pessoas. Se até vampiros e lobisomens estão sendo mais românticos do que elas…a coisa, para elas, deve estar feia, não?

  4. Nossa depois desse ultimo comentário ninguém mais passou por aqui e concordo completamente com essa incrível e sábia pessoa. A mente do povo esta tão absurda tão pervertida que o encantamento, o romance, a fantasia nem fazem parte da vida delas…. Me tido são os adultos que querem se meter no mundo dos adolescente… assim como o pornô tb tem as suas decadência mentais e morais que os adolescentes são proibidos de ver mas mesmo assim vêem escondido, os adultos pegam os livros da saga com filhos, sobrinhos, alunos e netos para darem uma olhadinha e depois ficam criticando…. E cá para nós, os atores são bonitos e têm talentos sim, pq se não você não iria despencar da sua casa, comprar um saco de pipoca e soda para ver esse filme de merda como você diz, não é mesmo?!
    Obs.: Isso vale para todos os críticos de plantão os Deuses do cinema… quer melhor pega e faça você mesmo…

  5. Nossa isso kii voxes falarem são tudo mintira esses filmes do crepusculo lua nova eclipse e amanhecer são muitos legais…Voxes estão é com siumes..

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