Robin Hood

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Sinopse: Inglaterra, século 12. Com a morte do rei da Inglaterra Ricardo I, Robin Hood (Russell Crowe), o experiente arqueiro e ex-integrante do exército da Coroa, viaja para Nottingham, um lugar que sofre com a corrupção de um xerife tirânico (Matthew Macfadyen) e impostos assustadores. Lá, ele se apaixona pela espirituosa viúva Lady Marion (Cate Blanchett), uma mulher cética da identidade e motivações desse guerreiro da floresta. Com o país enfraquecido por décadas de guerras, Robin e seus companheiros – insatisfeitos com o ineficaz governo de um novo rei – iniciam uma grande aventura.

Crítica

É lamentável ver como um filme baseado em uma das histórias mais conhecidas em todo o mundo, que é amplamente divulgado em uma intensa campanha de marketing, que apela para a propaganda da direção de Ridley Scott e do elenco com Russel Crowe e Cate Blanchet, seja tão fraco e decepcionante. É exatamente isso que achei dessa nova versão de Robin Hood, que nesse caso nem é o herói que a gente conhece ainda, mas que também, do jeito que foi explorado, nem parece que vai ser.
Como a história de Robin Hood já foi contada dezenas de vezes nas telonas (até mesmo em um filme dos Trapalhões) e vividas por grandes nomes de Hollywood como Sean Connery e Kevin Costner, os roteiristas desse novo longa resolveram contar as origens desse herói. Mas o resultado é lastimável. A história levanta várias premissas, mas fica tudo solto no ar e nenhuma delas concistente a ponto de atrair a atenção do público. O filme é entediante e cansativo. Parece que nunca vai terminar. Uma história que parece que se arrasta nas telas e nos puxa, arrastando, junto a ela.
A direção de Ridley Scott é um fracasso. Ele não consegue nem dar aos personagens algo de novo, de atrativo, de interessante para que seu ótimo elenco possa conseguir fazer algo melhor. Pelo que eu saiba, Robin Hood é um arqueiro e arqueiros usam arco e flecha, não? Pois é, nessa nova versão parece que esqueceram disso. Apenas nno início do filme e no fim vemos uma ou duas cenas rápidas de Robin usando essa arma. Neste filme parece que ele prefere a espada e até um machadinho.
Falando em atuações, nada também presta. Um elenco de grandes nomes, mas que nesse filme não passa de nomes. Nunca vi um Robin Hood tão inespressivo como o de Russel Crowe. Parece mais o Gladiador brutamontes no meio da floresta, do que aquele que personagem que estamos acostumados a ver nos filmes anteriores, cheio de energia, alegre e que nos traz grandes avanturas e romantismo. Crowe parece que estava com depressão ao interpretar. E Cate Blanchet parece que foi contaminada com esse problema também. Uma de suas piores atuações em minha opinião. Mark Strong encarna outro vilão. Aliás, ele virou especialista nisso né! Mas o problema é que o vilão parece ser o mesmo de outros filmes. É a mesma cara, as mesmas expressões que em Sherlock Holmes, Rede de Mentiras, RocknRolla. Parece que ele só troca de roupa.
Em alguns momentos o filme chega a beirar o ridículo. Como as trapalhadas sem graças de todos os reis do filme que parecem mais bobos da corte. E a paixão de Robin Hood pela viúva Lady Marion? Num momento ela o odeia e na cena seguinte eles já estão falando “eu te amo” um para o outro. Pior é ela aperecendo no grande conflito final com um bando de crianças para entrar no meio de um conflito cheio de gente disposta a matar ou morrer. Isso no mínimo é exemplo de irresponsabilidade. Já pensou se na época da história contada no filme já existissem conselhos tutelares?

As únicas coisas boas deste Hobbin Gladiador Hood são os efeitos especiais (que também não são os melhores já vistos nos cinemas) e a fotografia.

Nota: 3

Por Kelson Venâncio

Kelson Venâncio - Jornalista premiado, diretor de Comunicação da Câmara Municipal de Uberlândia, editor e apresentador do TVU Notícias (UFU) e diretor do site e programa de TV Cinema e Vídeo". www.cinemaevideo.com.br

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