Sherlock Holmes

holmesDepois de 20 anos o detetive mais famoso do mundo volta às telas

Já não é mais novidade para as pessoas que acompanham o meu trabalho na área de cinema que sou um grande fã do diretor inglês Guy Ritchie, que apesar de ter uma filmografia pequena, é repleta de grandes filmes. E Sherlock Holmes é mais um que entra para a lista de boas produções deste cineasta.

O famoso detetive concebido por Sir Arthur Conan Doyle, cuja a história já foi lida por milhares de pessoas no mundo todo, volta às telonas depois de 20 anos (Sherlock e Eu e O Enigma da Pirâmide). Desta vez em uma superprodução recheada de efeitos especiais, com um figurino impecável, uma excelente fotografia e principalmente com boas atuações concebidas por Robert Downey Jr e Jude Law.

E é justamente pelo elenco que começo a minha análise. A química existente entre os dois personagens principais é sem dúvida o melhor do filme. Os dois atores conseguem fazer com que Watson e Holmes tenham características tão interessantes que ao mesmo tempo em que são pessoas diferentes, elas se completam. Os diálogos e as situações vividas por eles são o grande atrativo desta produção.

Já o restante do elenco não pode fazer muita coisa, pois os “holofotes” estão voltados para estes dois astros. Nem mesmo Rachel McAdams consegue fazer uma boa interpretação já que não tem muito espaço pra isso. Mas nada disso é prejudicial à trama.

Ver a linda capital da Inglaterra à moda antiga é outro ponto forte do filme. Londres, apesar de mais sombria e suja, chama a atenção do público.

Mas é sem dúvida a direção do filme que o torna agradável. Guy Ritchie sabe usar os recursos que tem à sua disposição no mundo da sétima arte. A idéia da câmera lenta, tanto nas cenas em que Holmes está premeditando seus ataques em uma luta ou na parte em que vemos uma grande explosão que atinge os personagens, é sem dúvida um acerto do diretor. Ritchie, como fez em outros filmes, também brinca com a cronologia de suas narrativas indo e vindo no tempo em algumas situações para que possamos entender algo que não está devidamente explicado na cena “presente”.

O único problema de Sherlock Holmes é a história, que não é das melhores. Envolvendo rituais de magia negra e pessoas que supostamente ressurgem dos mortos, ela é contada de uma forma complicada e demorada demais. Com diálogos rápidos e muitas vezes sem nexo, o público cansa em determinados momentos por causa da “enrolação” de situações que poderiam ser resolvidas de uma forma mais rápida e fácil.

Para os mais fanáticos nas histórias do detetive, outro problema pode ser a falta dos inseparáveis chapéu e charuto do herói. Ele até usa, mas não intensamente como nos livros, apesar de ser um detalhe que não influencia em nada. Como nos livros, o Holmes de Guy Ritchie é um bom pugilista, mas faltou o talento que o detetive tinha com a esgrima. Senti falta também da frase mais famosa de Holmes: “Elementar meu caro Watson”!

Sherlock Holmes é um bom filme, tanto para os fãs e apreciadores quanto para as pessoas da nova geração que nunca ouviram falar dele. E vem mais por aí!

Nota 8

FICHA TÉCNICA

Direção: Guy Ritchie
Roteiro: Anthony Peckham
Elenco: Kelly Reilly, Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams e Mark Strong
Sinopse: O detetive Sherlock Holmes e seu fiel assistente Watson precisam enfrentar Blackwood, um vilão que pretende pertubar a paz e acabar com a ordem no Reino Unido.

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