Conheça o novo Rei do Cafona no Brasil

A quem defina brega ou cafona aquela pessoa que possui ou expressa ostentação excessiva; que tende a ser ridículo e muito extravagante diante de outras pessoas; tendência para ser “vulgar”.

Cafona ou brega é um também um gênero musical brasileiro. Todavia, sua conceituação como estética musical tem sido um tanto difícil – uma vez que não há um ritmo musical propriamente “brega” – e alvo de discussões por estudiosos e profissionais do meio musical. Mesmo sem ter estabelecidas características suficientemente rígidas, o termo praticamente foi alçado à condição de gênero.

Inicialmente, o termo designava um tipo de música romântica, com arranjo musical sem grandes elaborações, bastante apelo sentimental, fortes melodias, letras com rimas fáceis e palavras simples, em outras palavras, uma música supostamente de “mau gosto” ou “cafona”. Mas a partir da imprecisão conceitual que o termo carrega desde sua origem, podia abarcar artistas de outros gêneros musicais da música brasileira, o que, na verdade, só reforçaria essa imprecisão.

Para tornar a conceituação mais difícil, o “brega” assimilaria na década de 1990 novos aspectos – alguns dos quais distantes da linha romântica popular, como são os casos do brega pop e do tecnobrega, bastante populares na cena regional do Norte do Brasil, em especial, na cidade de Belém. Além disso, enquanto muitos artistas da “velha guarda” romântica-popular ainda rejeitavam o rótulo “brega”, outros assumiram sem problemas – um deles, Reginaldo Rossi.

Embora esteja longe de uma definição conceitualmente precisa, o “brega” ou “cafona” segue alcançando grande aceitação entre segmentos das camadas populares do Brasil.

Sinônimo de cafona: brega, provinciano, ridículo e saquarema.
Palavras que são antônimos de cafona: alinhado e elegante.

RODRIGO JOSÉ O NOVO REI DO CAFONA

A primeira vista ele parece estar deslocado no tempo, vivendo nos anos 70.

Seu gosto musical e influências vão de Elvis Presley e James Brown até Odair José e Evaldo Braga. Apreciador do modo de vida simples da época, Rodrigo fala de amor com a mesma paixão e pureza de seus ídolos do passado.

Em suas canções ele é visceral e autentico. Revela sem receios suas fragilidades, desilusões e histórias de amor mais intimas. Cafona? Talvez. Ultrapassado? Acho que não.

Nascido no dia de São José, Rodrigo José sempre foi diferente de seus irmãos. Frequentemente, enquanto eles jogavam bola e brincavam no quintal, o pequeno Rodrigo estava ouvindo músicas numa velha vitrola empoeirada, no porão de sua casa em Americana, São Paulo. Foi imerso nesse universo que o cantor teve seu primeiro contato com a música dita “cafona” dos anos 70. Discos de Odair José, Evaldo Braga, Paulo Sergio, Nelson Ned entre outros faziam parte da coleção familiar ouvida por ele.

A cidade onde ele nasceu e vivia também teve um papel importante na sua formação musical, uma vez que ali se faziam muito presentes a cultura e a música norte-americanas, transmitidas pelos filhos e netos dos imigrantes estadunidenses fundadores do município.

Foi ali que Rodrigo começou a se envolver com grupos musicais e artistas da cidade, e logo passou a conhecer o rock, blues, e soul norte-americanos, sem saber que mais adiante estas mesmas influencias ajudariam a moldar de forma definitiva sua maneira de fazer música.

Em suas mãos a sonoridade, energia e suingue da música americana dos anos 60 e 70, se fundem à música “cafona”, criando um som inusitado, popular e extremamente vigoroso.

E você, o que acha de Rodrigo José? Deixe sua opinião.

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