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Eduardo Bevilaqua no Página Cultural

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Fumaceira Assassina

Fonte: http://gas2.org/2011/07/27/bad-news-diesel-particle-emissions-cause-heart-attacks/

Fonte: http://gas2.org/2011/07/27/bad-news-diesel-particle-emissions-cause-heart-attacks/

A fumaça de óleo diesel lançada pelas caminhonetes, ônibus, caminhões e vans além de poluir o ambiente é responsável por ataques cardíacos e acidentes vasculares em pessoas sadias. Quem disse isso não foi um “ciclochato” que adora pedalar e fazer campanha para aumentar o preço da gasolina. Foi uma pesquisa recentemente divulgada pela Universidade de Edimburg, na Inglaterra. Vejam o link “Diesel Bad”.

Partículas químicas minúsculas entram em nosso organismo e afetam não só os pulmões, mas são absorvidas e causam danos ao coração e ao sistema circulatório por formarem compostos moleculares chamados de “radicais livres”.

E um detalhe chama a nossa atenção tupiniquim, o teor de enxofre no diesel distribuído no reino unido e na europa está em torno de 15 a 50 ppm (partes por milhão), enquanto aqui no Brasil está na órbita de 800 ppm isto mesmo, mais de cinqüenta vezes mais enxofre (aquele que dá cheirinho característico à terra do capeta).

Já melhorou bastante é claro, afinal até 1994 o teor era de 13.000 ppm, quando começou uma distinção interessante, a Petrobrás criou o diesel metropolitano (para São Paulo e Rio de Janeiro) com menor teor do perfume do “coisa ruim” e o diesel rural pro resto.

Ainda hoje é assim e pior não é só com o diesel. A gasolina do país dos “apaixonados por carro” é uma das piores do planeta. De novo não é o ciclista quem diz, é a IFQC (International Fuel Quality Center), que semestralmente divulga o ranking dos 100 países com melhores limites de enxofre na gasolina.

Sabem qual a posição do Brasil? Nem eu, porque não aparece no ranking.

Mas ainda bem que surgem alguns de nossos hermanos; o Chile (390), a Colômbia (580), o Paraguay (610), a Argentina (660), a Bolívia (690) e o Uruguai (910).

Na figura abaixo você pode ver que a qualidade do nosso combustível só encontra paralelo em alguns países africanos e do oriente médio. Talvez devêssemos processar a IFQC e a Universidade de Edimburg.

gasolinefonte: http://www.ifqc.org

Eduardo Bevilaqua

Fez Medicina Veterinária, especialização em Planejamento Ambiental, mestrado em Geografia e atua na área ambiental. Também administra o Uai Q Dança/Bevilaqua Ambiente & Cultura. Bloga em eduardobevilaqua.blogspot..

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Comentários (3)

  1. João Augusto Neves disse:

    Isso me preocupa… Será que o congresso Nacional que está ocorrendo em nossa Universidade Federal está pensando nisso também?

    Espero que sim!!

    É, acho que essa fumaça está fazendo mal para nossas cabeças!!

  2. Sandra Arantes disse:

    Parabens pela iniciativa do texto Eduardo, sigo confiante no nosso ideal nao somente deixar para as geracoes futuras um mundo melhor, mas, de tambem compartilha-lo (pensei em usufrui-lo, mas me soou utilitarista, materialista e incoerente) com essa humanidade, ainda hoje nao tao humana, no sentido mais altruista.
    talvez o que hoje acredito diferente de antes, eh que nao havera essa mudanca sem dores, e tragedias, Mas, a vida.. antes de se concretizar precede das contracoes do parto, que tambem doem.. nao e verdade?
    Espero encontra-lo pra compartilharmos ideias, e ideologias e mao na massa .. estou contigo!!!!
    um abraco, Sandra

  3. Página Cultural disse:

    Seja bem-vindo ao Página Cultural.

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