Grandes Escritores Brasileiros – 95 livros para você ler

Fizemos uma lista com “95 dicas de livros de Grandes Escritores brasileiros”. São 10 ícones da literatura Brasileira e também algumas dicas das principais obras. Esperamos que você curta a seleção e que nos ajude com a indicação de outros nomes. Boa leitura!

1 – Machado de Assis

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Joaquim Maria Machado de Assis é considerado um dos mais importantes escritores da literatura brasileira. Publicou seu primeiro poema intitulado Ela, na revista Marmota Fluminense. Trabalhou como colaborador de algumas revistas e jornais do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de letras e seu primeiro presidente. Seu primeiro livro foi impresso em 1861, com o título “Queda que as mulheres têm para os tolos”, onde aparece como tradutor. Publica seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas.

Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.

Dicas de leitura de Machado de Assis

  • 1- Crisálidas, 1864.
  • 2- Ressurreição, 1872.
  • 3- A mão e a luva, 1874.
  • 4 – Helena, 1876.
  • 5 – Iaiá Garcia, 1878.
  • 6 – Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881.
  • 7 – Quincas Borba, 1891.
  • 8 – Dom Casmurro, 1899.
  • 9 – Esaú Jacó, 1904.
  • 10 – Memorial de Aires, 1908.

2 – Carlos Drummond de Andrade

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Este consagrado poeta brasileiro nasceu em Itabira, Minas Gerais no ano de 1902. Tornou-se, pelo conjunto de sua obra, um dos principais representantes da literatura brasileira do século XX. Seus poemas abordam assuntos do dia a dia, e contam com uma boa dose de pessimismo e ironia diante da vida. Em suas obras, há ainda uma permanente ligação com o meio e obras politizadas. Além das poesias, escreveu diversas crônicas e contos. Os principais temas retratados nas poesias de Drummond são: conflito social, a família e os amigos, a existência humana, a visão sarcástica do mundo e das pessoas e as lembranças da terra natal.

O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

Dicas de leitura de Carlos Dummond de Andrade

  • 11 – Alguma Poesia, 1930.
  • 12 – Sentimento do Mundo, 1940.
  • 13 – A Rosa do Povo, 1945.
  • 14 – Claro Enigma, 1951.
  • 15 – Antologia Poética, 1962.
  • 16 – José e outros, 1967.
  • 17 – Corpo, 1984.

3 – Ariano Suassuna

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Ariano Vilar Suassuna foi um dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta brasileiro e formado em Direito. Idealizador do Movimento Armorial e um defensor da cultura do Nordeste do Brasil. Foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura, do qual fez parte de 1967 a 1973 e do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, no período de 1968 a 1972. Em 1969 foi nomeado Diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, ficando no cargo até 1974.

O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.

Dicas de leitura de Ariano Suassuna

  • 18 – Uma mulher vestida de sol, 1947.
  • 19 – Auto da compadecida, 1955.
  • 20 – A história de amor de Fernando e Isaura, 1956.
  • 21 – O santo e a porca, 1957.
  • 22 – A farsa da boa preguiça, 1960.
  • 23 – Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue Vai-e-Volta, 1971.
  • 24 – História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão, 1977.

4 – Érico Veríssimo

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Erico Verissimo é, sem sombra de dúvida, um dos maiores escritores brasileiros do século XX. Nascido em Cruz Alta, no Rio Grande no Sul, no dia 17 de dezembro de 1905, sua família rica chegou à falência. Aos treze, Erico já consumia autores brasileiros renomados, como Aluísio Azevedo e Joaquim Manoel de Macedo, e estrangeiros, como Walter Scott, Émile Zola e Fiódor Dostoiévski. Os primeiros textos do escritor foram publicados em 1927, na revista mensal Cruz Alta em Revista, mesmo ano em que se tornou noivo de Mafalda Halfen Volpe. Suas obras hoje são referência para diversos outros escritores nacionais e internacionais.

O amor está mais perto do ódio do que a gente geralmente supõe. São o verso e o reverso da mesma moeda de paixão. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença…

Dicas de leitura de Érico Veríssimo

  • 25 – Caminhos Cruzados Clarissa, 1935.
  • 26 – Música ao Longe, 1936.
  • 27 – Um Lugar ao Sol, 1936.
  • 28 – Olhai os Lírios do Campo, 1938.
  • 29 – Saga, 1940.
  • 30 – O Resto é Silêncio, 1943.
  • 31 – O Tempo e o Vento, 1949.
  • 32 – O Continente – O Tempo e o Vento, 1949.
  • 33 – O Retrato – O Tempo e o Vento, 1951.
  • 34 – O Arquipélago – O Tempo e o Vento, 1962.
  • 35 – O Senhor Embaixador, 1965.
  • 36 – Incidente em Antares, 1971.

5 – Luís Fernando Veríssimo

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Luis Fernando Verissimo nasceu em 26 de setembro 1936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Filho do grande escritor Érico Veríssimo, iniciou seus estudos no Instituto Porto Alegre, tendo passado por escolas nos Estados Unidos quando morou lá, em virtude de seu pai ter ido lecionar em uma universidade da Califórnia, por dois anos. Jornalista, iniciou sua carreira no jornal Zero Hora, em Porto Alegre, em fins de 1966, onde começou como copydesk mas trabalhou em diversas seções (“editor de frescuras”, redator, editor nacional e internacional).

Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.

Dicas de leitura de Luis Fernando Veríssimo

  • 37 – Os espiões, 2009.
  • 38 – Em algum lugar do paraíso, 2011.
  • 39 – Gula – O clube dos anjos, 1998.
  • 40 – Comédias da vida pública, 1995.
  • 41 – Comédias pra se ler na escola, 2000.
  • 42 – Sexo na cabeça, 1980.
  • 43 – Ed Mort, 1979.
  • 44 – Comédias da vida privada, 1994.
  • 45 – As mentiras que os homens contam, 2000.
  • 46 – O analista de Bagé, 1981.

6 – Graciliano Ramos

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Graciliano Ramos de Oliveira foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX, mais conhecido por seu livro Vidas Secas (1938). Nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas; filho primogênito de dezesseis, viveu sua infância nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE), sob o regime das secas. Entre 1930 e 1936 viveu em Maceió, trabalhando como diretor da Imprensa Oficial, professor e diretor da Instrução Pública do estado. Em 1934 havia publicado São Bernardo, e quando se preparava para publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insuflado por Getúlio Vargas após a Intentona Comunista de 1935. Com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar Angústia (1936), considerada por muitos críticos como sua melhor obra.

Quando se quer bem a uma pessoa a presença dela conforta. Só a presença, não é necessário mais nada.

Dicas de leitura de Graciliano Ramos

  • 47 – Caetés, 1933.
  • 48 – São Bernardo, 1934.
  • 49 – Angústia, 1936.
  • 50 – Vidas Secas, 1938
  • 51 – Infância, 1945.
  • 52 – Insônia, 1947.
  • 53 – Memórias do Cárcere, 1953.
  • 54 – Viagem, 1954.
  • 55 – Linhas Tortas, 1962.
  • 56 – Viventes das Alagoas, 1962.

7 – Guimarães Rosa

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João Guimarães Rosa nasceu no dia 27 de junho de 1908, em Cordisburgo, Minas Gerais. E desde pequeno era encantado por estudar outras línguas. Em 1929 escreveu seus primeiros contos e deu início à sua carreira como literário. Em 1936, participa de concursos literários que lhe rende prêmio da Academia Brasileira de Letras por “Magma”, uma coletânea de poemas. Após um ano, seu livro “Contos”, o qual mais tarde se chamaria Sagarana, ganhou o prêmio Humberto de Campos. Os contos e romances escritos por Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais que, somados à erudição do autor, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas.

É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado.

Dicas de leitura de Guimarães Rosa

  • 57 – Magma, 1936.
  • 58 – Sagarana, 1946.
  • 59 – Com o Vaqueiro Mariano, 1947.
  • 60 – Corpo de Baile, 1956.
  • 61 – Grande Sertão: Veredas, 1956.
  • 62 – Primeiras Estórias, 1962.
  • 63 – Campo Geral, 1964.
  • 64 – Noites do Sertão, 1965.
  • 65 – Tutaméia – Terceiras Estórias, 1967.
  • 66 – Estas Estórias (póstumo), 1969.
  • 67 – Ave, Palavra (póstumo), 1970.

8 – Jorge Amado

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Jorge Amado, um dos representantes do ciclo do romance baiano, nasceu em Itabuna, Bahia, em 10 de agosto de 1912. É considerado é dos principais representantes do romance regionalista da Bahia. Este romancista brasileiro é um dos mais lidos no Brasil e no mundo. Com livros traduzidos para diversos idiomas, suas obras refletem a realidade dos temas, paisagens, dramas humanos, secas e migração. Escritor desde a adolescência, Jorge Amado segue o estilo literário do romance moderno. Em seus livros existe o domínio do físico sobre a consciência. Suas personagens geralmente são plantadores de cacau, pescadores, artesãos e gente que vive próximo ao cais, em Salvador, capital da Bahia.

A sorte me acompanha, tenho corpo fechado à inveja, a intriga não me amarra os pés, sou imune ao mau-olhado.

Dicas de leitura de Jorge Amado

  • 68 – Mar morto, 1936.
  • 69 – Capitães da areia, 1937.
  • 70 – O cavaleiro da esperança, 1942.
  • 71 – Terras do Sem-Fim, 1943.
  • 72 – Gabriela, cravo e canela, 1958.
  • 73 – A morte e a morte de Quincas Berro d’Água, 1961.
  • 74 – Dona Flor e Seus Dois Maridos, 1966.
  • 75 – Tenda dos milagres, 1969.
  • 76 – Tieta do Agreste, 1977.
  • 77 – Tocaia grande, 1984.

9 – Manuel Bandeira

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Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Considera-se que Bandeira faça parte da geração de 1922 da literatura moderna brasileira, sendo seu poema Os Sapos o abre-alas da Semana de Arte Moderna de 1922. Juntamente com escritores como João Cabral de Melo Neto, Paulo Freire, Gilberto Freyre, Clarice Lispector e Joaquim Nabuco, entre outros, representa o melhor da produção literária do estado de Pernambuco. Além de poeta, Manuel Bandeira exerceu também outras atividades: jornalista, redator de crônicas, tradutor, integrante da Academia Brasileira de Letras e também professor de História da Literatura no Colégio Pedro II e de Literatura Hispano-Americana na faculdade do Brasil, Rio de Janeiro.

Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.

Dicas de leitura Manuel Bandeira

  • 78 – A Cinza das Horas, 1917.
  • 79 – O Ritmo Dissoluto, 1924.
  • 80 – Libertinagem, 1930.
  • 81 – Estrela da Manhã, 1936.
  • 82 – Estrela da tarde, 1960.
  • 83 – Desencanto, 1996.
  • 84 – Crônicas da Província do Brasil, 1936.
  • 85 – De Poetas e de Poesia, 1954.
  • 86 – A Flauta de Papel, 1957.
  • 87 – Cronicas inéditas, 2009.

10 – Mário de Andrade

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Mário de Andrade nasceu em São Paulo, no ano de 1893. Professor, crítico, poeta, contista, romancista e músico, formou-se pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, passando a lecionar neste mesmo local posteriormente. Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. Durante sua trajetória, Mário de Andrade fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore e também passou por vários cargos públicos, entre estes, foi diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo. Enquanto viveu, ele lutou pela arte com seu estilo de escrita puro e verdadeiro. Certo de que a inteligência brasileira necessitava de atualização, este escritor modernista nunca abandonou suas maiores virtudes: a consciência artística e a dignidade intelectual.

Não devemos servir de exemplo a ninguém. Mas podemos servir de lição.

Dicas de leitura Mário de Andrade

  • 88 – Paulicéia Desvairada, 1922.
  • 89 – Lira Paulistana, 1946.
  • 90 – Amar, Verbo Intransitivo, 1927.
  • 91 – Macunaíma, 1928.
  • 92 – Primeiro Andar, 1926.
  • 93 – Belasarte, 1934.
  • 94 – Contos Novos, 1947.
  • 95 – Os filhos da Candinha, 1943.

Fontes: Releituras | Widipédia | Sua Pesquisa | InfoEscola | Brasil Escola | Yahoo

Depois desta lista de “95 dicas de livros de Grandes Escritores brasileiros”, queremos agora produzir um post com as “dicas de grandes escritoras que você precisa ler”; alguma sugestão?

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