O Martelo das Bichas

Creio que fora lá pelos primórdios do século XXII quando dei inicio as minhas andanças por povoados esquecidos junto com alguns companheiros de viagens em busca de documentos antigos, tentando recuperar a história do nosso país, perdida no tempo graças as grandes queimas de livros feitas pelas igrejas pentecostais com a subida dos pastores ao poder, que me deparei com este documento preciosíssimo.  Se não me falha a memória eu contava com 22 dois anos, e nessa busca incessante desmembrei quase todo o Brasil e acabei chegando a uma região denominada de Bravo. O lugar era um povoado de descendestes de uma antiga civilização indígena, os paiaiás. Durante muito tempo fora uma província atrelada ao município de Serra Preta, agora já inexistente, apenas ruínas, que depois de muitos anos de luta conseguiu se emancipar. Por volta do começo do ano XXV saí com um grupo de pesquisadores, todos nós montados a cavalo, apesar de já termos a nossas disposições carros e aviões preferíamos usufruir das caminhadas feitas ao natural como os antigos faziam. Assim li eu em um documento da Srtª Woolf.

O tal povoado de Bravo, região de pouco menos de cinco mil habitantes, se encontrava neste período governado por uma mulher que alguns diziam ser uma peeira, e para aqueles que não são conhecedores da história do nosso país, nos séculos que se seguiram fora muito comum se ter a aparição de criaturas fantásticas em ambientes reais, fora praticamente uma invasão de personagens fictícios saída de livros medíocres de escritores mercadores. Assassinos da arte.

Nós chegamos à cidade de bravo a noite do dia 31 de janeiro do ano XXV. Porém eu só tive conhecimento do artefato na manhã seguinte quando um dos meus companheiros de viagem, que saíra para comprar o café da manhã trouxera consigo um senhor que dizia ter guardado em casa um documento escrito pelo seu tataravô. O engraçado ao ver o homem de feições juvenis e movimentos álacres fora que ele por motivos desconhecidos me despertara algum tipo de curiosidade. E na verdade quando o convite para ir até a sua casa em busca do artefato fora feito, eu o aceitei justamente para ter melhor conhecimento daquele ser. Era um senhor elegante de modos galantes e bem intencionados. Ora ou outra deixava escapar das profundezas da garganta algum som estranho, gutural. Todavia, creio eu, isso era-lhe um costume ou algo como trejeito. Entrementes assim que este chegara à companhia do meu colega de viagem dirigimo-nos a casa, donde além do convite para leitura do documento, fora também feito o convite para o almoço, jantar e para uma suposta hospedagem. E apesar de nós termos como nos mantermos na pousada qual havíamos dormido na noite passada, migramos para a casa do senhor aceitando os seus obsequiosos convites de bom grado. Belos donaires de um cidadão pacato.

Ao chegarmos a sua casa, eu e os companheiros de viagem, logo fomos apresentados a sua formosa e gentil esposa D. Tunieta. Tão gentil e elegante quanto o marido, a senhora que aparentava ser mais jovem que o mesmo, servira-nos um café fresquinho e bolachas de água e sal. Passamos um longo tempo da manhã conversando sobre assuntos de certa forma inúteis, mas que ajudariam na construção da nossa afetividade com os hospedeiros.

Durante as conversas percebi que D. Tunieta tinha um jeito sutil de olhar para mim e os meus companheiros com certo desdém. Foi também perceptível a demasiada alegria com que o senhor seu marido se comportava na nossa humilde presença. O assunto sobre questões políticas foram os que mais discutimos durante a manhã, assunto que se estendera até o almoço. O senhor de atitudes afetadas e jovialidade forçada no olhar, nos contara como durante anos anteriores o Bravo havia se emancipado da antiga Serra Preta através da guerrilha da cruz negra, que deixou algumas centenas de mortos por envolver cidades próximas como Anguera, Riachão e Pé de Serra ao lado de Serra Preta  e Ipirá e Feira de Santana que combateram ao lado e tornaram vitorioso o Bravo. O antigo prefeito, pai da peeira que agora administrava o município, fora deposto e o seu lugar fora ocupado por um representante do povo que era até seu parente. Contudo como os cidadãos gostavam de “receber na cara” esta foram às palavras usadas pelo homem, elegeram tempos depois uma descendente do antigo prefeito ditador, a Peeira.

Na hora do almoço sentamo-nos todos à mesa de madeira que ficava na cozinha. Antes de nos ser servido o frango caipira, o arroz e o feijão fizemos uma oração, eu que sou ateu balbuciei algumas palavras disfarçadamente e logo em seguida concentrei-me na degustação do alimento.

Como não parava a boca um instante, nosso hospede contava-nos causos sobre cousas, até que num momento mais do que oportuno tocou no assunto do documento escrito pelo seu parente.

“Lá pelo inicio do século passado, se não me falha a memória, na segunda década, quando os pastores das igrejas pentecostais e seus servos tentavam difundir a sua religião por cima de pau e pedra pelo Brasil afora, impondo a todos a sua moral baseada em tabus e dogmas construídos historicamente, vivia nesta casa o meu tataravô. Herdei-a do meu pai que herdou do meu avô e assim por diante. ‘Pense num homem inteligente’ dizia meu pai referindo-se a ele. E realmente, pense num homem inteligente. Publicou livros e mais livros em diversas áreas de estudos. Artigos? Todo dia saia um artigo seu em alguma revista. Eu que não dei para os estudos, sou da parte podre da família. ‘Deveras’ sempre afirma minha mulher. Mas meu parente, o homem era danado, e hoje a fortuna que tenho e gasto, toda ela pertenceu a ele. Então nesse tempo um pastor ocupou a cadeira presidencial do Brasil. O papa pobrezinho, este já havia sido desmoralizado em escândalos que envolviam redes de prostituição e lavagem de dinheiro para a máfia italiana, além de ser um pederasta enrustido e tudo mais. Todavia, o que ei de contar agora não é sabido por ninguém que não faça parte dessa família. O meu parente, o que escreveu o documento que mais logo pego para que vocês leiam, fazia parte dessa corja de sodomitas. E fora graças ao tal pastor que pregava o arrependimento para as bichas, para que elas fossem salvas, que ele deu na telha de escrever o tal documento. Dizem e isso eu já não sei por que eu não era vivo ainda naquela época, que meu parente não aceitava muito a ideia de concretizar os desejos que sentia, e por isso desenvolveu certa repulsa por aqueles que cometiam tais atos, e negou-os como iguais e irmãos perante cristo. Mas já naquele tempo havia pesquisas que apontavam que todos os homo fóbicos eram reprimidos sexualmente. Com meu parente fora assim. No entanto eu até o agradeço de ter negado a sua sexualidade a se mesmo, se não o tivesse feito hoje eu não estaria aqui. O documento, antes do meu tataravô se matar, pois foi, ele se matou, não aguentava mais as mazelas dessa vida e o peso de viver, se não me engano ele se drogou com dez comprimido de um tal de lexotan, acho que isso nem existe mais nos dias de hoje. Então como eu estava dizendo, o documento chegou até a cair nas mãos de algumas autoridades que usaram a inteligência deste num período recente de inquisição. O bom é que hoje as bichas estão extintas, ou ao menos parecem estar”.

Ao terminar de nos narrar os fatos o homem se levantou da mesa e foi em busca do documento. Minutos depois chegou com um libreto em mãos e me entregou. O livro tinha uma capa de coloração vermelha e trazia além do titulo em letras douradas “O Martelo das Bichas” a imagem de um instrumento de tortura. Tanto eu como os meus companheiros assustamo-nos ao tocar o livro. Porém depois da leitura daquele, que se deu por mim durante aquela mesma tarde, eu nunca mais fora o mesmo.

***

Caro leitor segue abaixo alguns trechos que considero os mais importantes do documento que a mim fora entregue. O livro é composto por um prefácio que explica historicamente a situação dos gays no mundo, e seguido de alguns capítulos. Leiam atentamente cada linha e a seguir terminada essa leitura, terás o relato completo do que se sucedeu na casa daquele senhor e sua esposa, D. Tunieta, durante aquela noite.

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Este documento tem a finalidade de identificar e caracterizar criaturas com comportamentos anti naturais e a forma como eles devem ser tratados para que uma suposta cura os acometa, e como aplica-la, e discipliná-lo caso eles sejam contrários as regras, os dogmas e as normas que serão estabelecidas.

  1. Como identificar (trechos)

A principio era fácil identificar estes seres, tinham movimentos levemente afetados, assim como a destreza de uma mulher para algumas coisas e a atitude masculina veemente e culturalmente imposta. Todavia nos tempos de hoje para identifica-los é necessário tomar alguns cuidados. Alguns não se comportam com a mesma sensibilidade de outros, aparentam até certa masculinidade, porém são sodomitas em pele de homem, assim como lobos em pele de cordeiro […] É necessário observá-los com cautela. Desconfiar até dos próprios filhos, pais e parentes é um bom começo. Preste atenção no olhar. Estas criaturas são observadoras, dadas as artes e tem uma sensibilidade mairo em relação as coisas do mundo. Pessoas que esbanjam dinheiro, e são demasiadas inteligentes merecem serem interrogadas e perscrutadas com maior intensidade. Inteligência, atitudes futuristas, e despreocupação com gastos são alguns dos sintomas dessas criaturas. No entanto, prestem bem atenção, isso não quer dizer que todas as pessoas que apresentem essas características façam parte dessa corja de seres impudicos.[…]

[…] outra característica aparente das bichas são homens que gostam de se cuidar demais, dedicam grande tempo nas atividades físicas indo a academia e também passam um longo tempo admirando seu corpo a frente de um espelho. Em relação a mulheres a maioria delas mantém as unhas em um tamanho mínimo e costumam pintá-las com cores mais leves. Algumas preferem até deixar as unhas cortadas, e nãos as pintam. Ainda em relação as mulheres, andam quase sempre com sandálias de couro, e tem preferências musicais voltadas para a mpb enquanto os homens se dedicam a apreciar as divas do pop internacional e a música eletrônica, todavia alguns também se identificam com a mpb e a musica clássica. […]

Todo o cuidado é pouco com essas criaturas, e apesar de todas essas características pontuadas por mim nos parágrafos acima é difícil identificá-las, então o que devemos fazer é prestar atenção nos olhares. Os gays e as lésbicas se comunicam pelo olhar. Ao se encontrarem desenvolvem certa afabilidade investigando a alma do outro com o encontro de olhos. Primeiro eles lançam um olhar repentino e se desfazem dele. Depois para terem certeza de que se trata de um dos seus, tentam fazer movimentos afetados disfarçados acompanhados de outro olhar para confirmar se o outro que o olha, responderá. Após o segundo olhar eles passam a se encarar várias vezes. As pupilas se dilatam levemente e as feições ganham certa sensualidade. É necessário se deter também aos lábios que se entreabrem e os movimentos dos braços que acabam por acompanhar o som das vozes em harmonia com o timbre daquele que fala.

Para as mulheres é mais difícil identificar, pois elas têm modos que para um homem é impossível de se desenvolver sem que a desconfiança beire a sua realização. Elas se abraçam, pegam em mãos, apoiam-se umas nos braços da outra, e isso torna difícil à identificação delas. Então o que se tem que fazer é observar a indumentário, o gosto musical e a vaidade.

  1. Forma de tratamento número 1

[…] A leitura da bíblia é essencial nessa forma de tratamento. A explanação do assunto recorrente a criação do homem, a condenação da sodomia como ritual pagão atrelado a culto de deuses antigos. […]

  1. Forma de tratamento numero 2

Coso se negue a forma de tratamento número 1, utiliza-se então a psicologia para identificar a anomalia e faz-se um acompanhamento médico por um longo período de tempo. […]

  1. Tortura

Caso nenhuma das alternativas de tratamento funcionem com o paciente, passasse para a tortura.

Um dos métodos mais utilizados é aquele onde se põe o paciente seja ele homem ou mulher sentado em uma cadeira a frente de um telão, e exibem-se fotos do sexo oposto obrigando-os a se masturbar para atrelar o gozo as fotos que estão sendo vistas a sua frente. Da seguinte forma uma mulher observa fotos de um pênis e se toca para que o seu prazer se conecte com a imagem por ela vista. Assim também é feita com o homem, que observa fotografias de mulheres nuas e se masturba acoplando o sentimento do gozo aquilo que é visto por seus olhos.

Outro método utilizado é de por o paciente frente a imagens da sua prática antinatural e dar a ele medicamentos que estimulem o vômito, fazendo assim, como no primeiro método que o nojo, o vômito, a repulsa, se atrele as imagens que por ele estão sendo vistas.

  1. Considerações finais

A homossexualidade é um pecado mortal, vai contra os dogmas estabelecidos pela religião e a moral que está presente em nossas leis. Os valores éticos e os princípios divino são contra a qualquer tipo de manifestação sexual que não esteja normatizado dentro das tabuas da leia e dos ditados do nosso senhor Jesus Cristo e do seu pai.

***

Após a leitura do documento, fui dormir horrorizado com o que havia lido aquela noite. Algo naquilo tudo me incomodava. Certas idiossincrasias me atormentavam. Como uma pessoa poderia escrever aquele tipo de barbaridade baseada em dogmas de uma religião sem fundos concretos, muitas vezes comparadas a outras pagãs, supondo-se até plágio de lendas? Mas não valeria a pena me deter aqueles pensamentos, então resolvi repousar.

Eu e meu companheiros havíamos ficados em um quarto no fim de um longo corredor que ia de um lado a outro da casa. Fui dormir apenas vestido com cuecas e deixei a porta do quarto entreaberta. Meus companheiros também se deitaram assim que eu decidi repousar.

A noite estava quente. O vento lá fora assoviava uma melodia pouco audível, mas que mesmo assim aparentava ser uma parceria com os espíritos demoníacos que povoavam a terra. Alias como já fora dito antes a natureza é a igreja do diabo. Assim às duas da manhã eu acordei quando vi uma sombra negra passar a frente da porta do quarto que eu havia deixado entreaberta.

Olhei para o lado onde meus amigos deveriam estar repousando, mas eles não estavam lá. Levantei-me apenas de cuecas e dirigi-me até a porta. Fui surpreendido por um homem que me empurrou novamente para o quarto e bateu a porta deixando tudo escuro, pois a luz estava apagada.

– Quem está aí? – indaguei assustado.

– Shhhh!!! – fora o único barulho que ouvi daquela voz.

Segundos depois senti como se o corpo estivesse se aproximando de mim. Não se aproxime, exclamei assustado, mas o corpo não parava de se aproximar. Cada passo que ele dava eu tentava me afastar, até o momento em que me choquei a parede. O corpo vinha vagarosamente em minha direção. Senti duas grandes mãos me tocando, acariciando primeiro meu peito, depois meu abdômen em seguida meu sexo. A pulsão me acometeu repentinamente. Já conseguia conter o desejo que latejava em meu órgão. O corpo fora se aproximando, e seu calor juntava-se a minha inescrupulosidade, logo estávamos envoltos, tentando aconchegar-nos um no outro.

Seus lábios roçaram meu pescoço. Eu sabia que se tratava de um homem, pôs senti sua barba em meu ombro. Quem seria? Deixei ele tocar toda a extensão dos meus músculos. Até que ele me conduziu a cama. O escuro nos envolvia em um manto de prazeres secretos. Deixei-o beijar toda a minha pele, até que fui tomado por uma quentura úmida em meu órgão, enquanto algo me sugava a virilidade.

– Quem é você? – perguntei ensandecido. Não fui respondido, apenas sentia uma língua macia marcando território em minha audaciosa fraqueza carnal. A língua me estimulava, sensibilizava-me. Eu deixava-me ser guiado. Até que senti o corpo sobre mim, e outro órgão fálico combater a rigidez do meu. A loucura havia me deturpado. O desejo era uma andorinha aninhada que bicava a minha razão.

Nossos dragões lutavam. Nossas mãos nos catequizavam nas leis da masturbação alheia. A boca me sugou a boca, e as línguas se enterneceram uma com a outra após se chocarem e exigirem a entrada do céu. Beijávamo-nos enquanto nossas mão mediando os espaços daquele território sombrio e desconhecia que era nossa excitação.

O que eu estava fazendo? Quem era aquele que me lançava naquele mar de prazeres sombrios? A razão vez ou outra me acometia, mas o desejo sobrepunha qualquer manifestação sua.

Subitamente todas as luzes se acenderam. Paramos o que fazíamos. Olhei o rosto do homem. Era o nosso hospedeiro. Mirei sua face enrubescida pela excitação, porém não consegui me afastar do seu corpo. A sua masculinidade e jovialidade forçadas me chamavam ao seu encontro. Então viramo-nos em direção a porta, e lá com a mão no botão de acender as luzes estava uma criatura com cabeça de touro vestida com um longo vestido branco. Assustei-me, mas aquilo não me intimidou a continuar o que estava fazendo.

O homem se pôs sobre mim e exigiu a minha entrada em seu corpo. Sentou-se sobre a minha virilidade e exclamou as injúrias de uma dor causada por ele mesmo. Após alguns segundos gemeu. Minha visão estava embasada, eu suava. Meus olhos não davam conta das cores, dos movimentos. A mulher com cabeça de touro se despiu, podia ver seus dois seios e seu sexo umedecido exclamando a penetração. Vi meus dois companheiros de viagem chegar por trás dela totalmente despido. Abraçarem seu corpo, enquanto um se agachava e lambia-lhe o órgão o outro lhe penetrava o anus e lambia sua orelha de boi.  O que estava acontecendo ali?

Eu bruxuleava enquanto observava a cena que se desenvolvia em minha frente e os movimentos que o homem fazia sobre mim. Pouco a pouco fui desfalecendo e meus olhos foram se fechando, até que fiquei inconsciente.

***

Acordei pela manhã totalmente exaurido, estava completamente nu. Meu corpo não respondia aos meus comandos. Levantei com dificuldade e percebi que meus amigos não estavam no quarto. Vesti uma roupa e fui saber deles. Encontrei-os na cozinha na companhia de D. Tunieta e seu marido rindo de algumas piadas que eram contadas pelos mesmos. O homem me olhou, mas parecia não se lembrar de nada que havia acontecido na noite passada. Nem eu soube naquele momento se aquilo tinha realmente acontecido ou se eu apenas tinha sonhado. Não sentei-me a mesa com eles, apenas chamei meus companheiros de viagem para arrumar nossas malas que partiríamos aquele dia. Eles me obedeceram e fomos organizar a nossa partida.

As onze da manhã partimos daquela casa, daquele povoado. Despedimo-nos afavelmente dos nossos hospedeiros e prometemos voltar, apesar de que sabia que aquilo era uma pura mentira. Partimos.

O que me aconteceu naquela casa até hoje nunca contei a ninguém, meus companheiros pareciam não se lembrar de nada, até hoje não tocam no assunto, não sei se na verdade não se lembram ou se fazem-se de esquecidos.

Uma dúvida me resta, quem era aquela mulher com cabeça de touro? Será que aquilo tudo foi real? Nunca soube a resposta.

Marcos Welinton Freitas

Marcos Welinton Freitas

Baiano do Bravo/Serra Preta. Graduando em Economia pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Escritor: poeta e contista. Publicou os livros “Poesia proibida” (Editora Multifoco/RJ, 2012) e “Badalos do século XXI” (Editora Penalux/SP, 2013). Comanda o blog Para Lavar a Alma.

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