Karine Telles

A “Sessão Palinha” mostra Karine Telles. Desde menina, profundamente atraída pelos palcos, mesmo que fosse na praça, em frente à sua casa na época (praça municipal Ana Morais, do bairro Cazeca), para cantar temas infantis. Mais tarde, cantou no coral da igreja que freqüentava, onde logo começou a fazer alguns solos. O palco e a música sempre estiveram nos seus mais caros desejos, é onde ela diz sentir-se realizada. Na adolescência matriculou-se no Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Caparelli, de Uberlândia, onde aprendeu técnicas vocais, de início empregadas em um repertório erudito.
Alguns anos depois, já conhecida por cantar em bares, cantora de timbre seguro e envolvente – daquelas que a gente gosta de ouvir, mas aprecia mais ainda quando a assiste cantando – ela foi pega pelo samba… o bom samba de raiz, com raízes fortes, ao contrário do que pensam alguns, não só no Rio de Janeiro, mas com grandes nomes e importantes compositores de outros estados: da Bahia de Caymmi, da São Paulo de Adoniran, do Rio de Cartola, Paulo da Portela, Noel, Clementina e, claro, das Minas Gerais de Ataulfo Alves, Geraldo Pereira, da maior intérprete brasileira de samba Clara Nunes e, por que não dizer, da herdeira uberlandense de toda essa rica e emocionante história, Karine Telles, que tem muito a dizer quando canta.

Fonte: site oficial de Karine Telles.

Seção "Palinha" - Sempre uma dica musical pra você conhecer e curtir. Se você é músico, tem uma banda ou deseja fazer uma indicação, faça contato com a gente pelo e-mail pagcultural@gmail.com.

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3 Comentários

  1. Penso que Karine nasceu dentro de um surdo e só saiu de lá quando ouviu um pandeiro revirando as platinelas da dona Eleusa, a matriarca guerreira que colocou no sangue dessa “menina” o espírito da luta e da vitória, apesar de toda e qualquer dificuldade. Quando entrou no grupo Flor do Samba, dei-lhe um anel de prata em forma de rosa e a batizei de “A flor do samba”. Hoje, emocionado e orgulhoso por sua tragetória e dedicação ao samba, sou o seu compositor. Havia quem duvidasse que essa “menina” fosse chegar lá. Menos os que a conheceram à alma, como eu. Mas a maioria sentia nela um vigor de espírito interminável e apostava que tudo era só uma questão de tempo e maturidade. Vejam aí, a “menina” do Flor do Samba, do Eterna Chama, nos braços do povo do Brasil. Sai da frente. Vem aí Karine Telles, levantando poeira, fazendo sorrir, fazendo chorar, na batida perfeita do surdo que agora, já pode escutar. Nas platinelas do pandeiro, na flor da pele de quem sabe que o samba é o que é ser brasileiro. Viva a Flor do Samba!

  2. Que lindo, Virgílio! Sinto que “Ä flor do samba” foi mesmo quando a Karine se encontrou dentro da música. Como amigo e admirador acompanho de perto seus trabalhos e sua evolução constante a ponto de achar que ela chega agora à uma maturidade profissional a a uma qualidade de canto raríssimas vezes vista numa cantora. Quem venha o primeiro disco. Estou ansioso!
    Vou postar no Blog da Karine esse texto lindo!!!

    http://karine.telles.zip.net

  3. Ver os textos do Virgílio e do Edson postados aqui é uma coisa muito emocionante. Tão emocionante quanto acompanhar a carreira da diivina Karine. Que saudades tenho do Flor do Samba nas tardes festivas do Estação Cultura. E que saudades também de nossa querida Karine ecoando pelos palcos canções memoráveis do mais irrepreensível repertório. É muito bom conhecer toda essa gente, compartilhar de todas essas histórias e até, em alguns momentos, fazer parte de algumas delas. Bom é viver com música, com samba, com arte…E na companhia de pessoas tão lindas e criativas…

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