A poesia de Rolando Revagliatti

Rolando Revagliatti nasceu em 1945 em Buenos Aires (na Argentina), cidade em que reside. Seu trabalho foi traduzido e divulgado para o francês, basco, holandês, russo, italiano, espanhol, alemão, albanês, catalão, inglês, esperanto, português, maltês, romeno e búlgaro. Ele publicou poesias em mais de setenta antologias e livros coletivos. Recebeu prêmios em concursos de poesia em seu país e no exterior.

Poemas de Rolando Revagliatti traducidos al portugués por José Luis Campal

“RESURRECCIÓN”

Nejliudov
príncipe y todo
no puede más con su conciencia
con su mala conciencia
con la voz de su mala conciencia

(Y Tolstoi con la ligera sugestiva
bizquera del ángel seducido).

“CRÓNICA DE UN INICIADO”

Conmovida por la imponencia descalabrada del dragón
a la pequeña lámina me conduje

Yo había ya lucido
enmarcada

Desanduve la sujeción de un endogámico entrevero
de cables, cordeles, piolines y piolitas

San Jorge
harto
retaba a su caballo.

“OTRA VUELTA DE TUERCA”

El relámpago de la perspicacia en la soledad
donde la incitación del instante
adorado
agradecido
cunde con el niño en el páramo aurífero
de su pecho de institutriz.

“MALDAD BAJO EL SOL”

Cuerpos
trayecto al reposo

¿Un piscolabis, cariño?

Trayecto a la Ensenada (y Cueva) del Duende
o reposo.

“EL MISTERIO DE SANS SOUCI”

Convocatoria para madres adulteradas
y adulterados alemanes
ronquidos en morse
y dos o tres o cuatro pensionistas
inexorablemente sospechosos

Quinta
columna

¿Que qué cosas, Déborah, no pueden
pasar a los años de Tuppence?

“ELUCIDARIO”

Encubierto
(el sol socio en la cima de la risotada)
añorados los desagradecidos
y los agradecidos con sus pátinas en los paisajes

A mí
el autoritarismo de la sensualidad
siempre me incumbe.

“TRAVESÍAS”

En la República Argentina los náufragos retornan a sus consistencias
(recuerdos, oquedades)

En la República Argentina un túnel conduce al amanecer
y en la partida
a los soplos de certeza menudeando en las intersecciones
(y confines).

“EL MÉDICO DE LA CASA”

Subasto aparecidos
inyectados de telequinesis fraterna
señores interesados
también en rododendros

y vacas ininfluenciables ramoneando.

“EL HUESO DEL OJO”

El matiz halló escondrijo a través de una
dramática de ramificaciones en el ojo

No descansaba para siempre

Catar al presentimiento
con los huesos.

“EL VUELO DEL TIGRE”

Disípase la carraspera
infamante del recitador de Hualacato
que con diferidos ademanes desasordina
la alegoría según decreto y sumo cuidado.

“LAS SIMIAS”

Fueron todas esas
veces, presentidas, luego
confirmadas

Elegidas las tardes, tarde
para presentir, para
confirmar

Y aún
no
se sabía

Se fue sabiendo cómo
entrar en posesión
defendiéndose

definiéndose.

“NOCHE DE LAS COSAS, MITAD DEL MUNDO”

Vendrán días de turbulencia
refugiada en mis álbumes
fotográficos
y en esas otras cosas que prosiguen
en las avenidas

Vendrán días de itinerarios
pergeñados por mis amigos
en postas donde corrigen
sus más arduos secretos
hasta trocarlos
en ventiladas emergencias

Vendrán días de preguntones
profesionales imantados por mi crudeza
los que conmigo subirán
desaprovechándome
interminables escaleras
atestándome con la especie de miel
de sus obviedades
y sólo para perdurar a través
de los micrófonos empalagados
y en sus filmaciones

Vendrán días de enfermarse en alta mar
líricamente
o en una prosa chicha
sitiados por la redundancia
de los siguientes días

que vendrán.

“RESSURREIÇÃO”

Nejliudov
príncipe e tudo
não pode mais com a sua consciência
com a sua má consciência
com o som da sua má consciência

(E Tolstoi com a ligeira sugestiva
zarolhice do anjo seduzido).

“CRÓNICA DUM INICIADO”

Comovida pela majestade escalavrada do dragão
á lamínula fui

Eu havia já luzido
enquadrada

Desandei a sujeição duma endogámica mistura
de cabos, barbantes, cordeis e guitas

São-Jorge
farto
desafiava ao seu cavalo.

“OUTRA VOLTA DE PORCA”

O relâmpado da perspicácia na solidão
onde a incitação do momento
adourado
agradecido
estende-se com o menino no páramo aurífero
do seu peito de preceptora de crianças.

“MALDADE DEBAIXO O SOL”

Corpos
trajecto ao repouso

¿Uma breve refeição, carinho?

Trajecto à Enseada (e Gruta) do Duende
ou repouso.

“O MISTÉRIO DO SANS SOUCI”

Convocatória prà mães viciadas
e viciados alemães
roncos em morse
e dois ou três ou quatro pensionarios
inexoravelmente suspeitosos

Quinta
coluna

¿Que quais coisas, Deborah, não podem
passar aos anos de Tuppence?

“ELUCIDÁRIO”

Encoberto
(o sol parceiro no cume da gargalhada)
ofegados os desagradecidos
e os agradecidos com as suas pátinas nas paisagens

Para mim
o autoritarismo da volúpia
me incumbe sempre.

“TRAVESSIAS”

Na República Argentina os náufragos regressam às suas consistencias
(lembranças, vãos)

Na República Argentina um túnel conduz ao amanhecer
e na partida
aos sopros de certeza amiudando nas intersecções
(e nos confins).

“O MÉDICO DO LAR”

Leilo aparecidos
injectados de telequinesia fraterna
senhores interesados
também em rododendros

e vacas ininfluenciáveis a podar.

“O OSSO DO OLHO”

O matiz achou esconderijo através duma
dramática de ramificações no olho

Não repousava para sempre

Catar ao pressentimento
com os ossos.

“O VOO DO TIGRE”

Dissipa-se a rouquidão
infamante do recitador do Hualacato
que com diferidos trejeitos tira a surdina
a alegoria segundo resolução e suprema diligência.

“AS SÍMIAS”

Foram tudas essas
vezes, pressentidas, logo
confirmadas

Eleitas as tardes, tarde
para pressentir, para
confirmar

E ainda
não
se savia

Foi sabendo-se cómo
entrar em posição
defendéndo-se

definiéndo-se.

“NOITE DAS COISAS, METADE DO MUNDO”

Virão días de turbulência
refugiada nos meus álbumes
fotográficos
e nessas outras coisas que prosseguem
nas passagens

Virão días de itinerários
engenhados pelos meus amigos
em postas onde corriguem
os seus mais trabalhosos segredos
até trocá-los
em arejadas emergências

Virão días de perguntões
profissionais imanados pela minha crueza
os que entre mim crescerão
a desaproveitar-me
intermináveis escadas
a encher-me com a espécie de mel
das suas evidências
e só para perdurar através
dos microfones enjoativos
e nas suas filmagens

Virão días de enfermar em alto-mar
líricamente
ou numa prosa chicha
sitiados pela redundância
dos seguintes días

a vir.

Página Cultural

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