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Todo problema traz soluções…

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Bill Mollison, australiano criador da Permacultura tem uma frase que bem ilustra o assunto que vou abordar:

“Todo problema traz soluções. Temos que ver um problema como uma oportunidade de criar”.

É que dia desses fui convidado a participar de uma reportagem da TV Integração sobre o destino final de carcaças de “orelhões” descartadas. Este é um problema crescente, porque atualmente existem no Brasil, mais celulares do que pessoas, então os telefones públicos estão sendo cada vez menos utilizados, diminuindo a demanda por sua colocação e aumentando a ociosidade dos já instalados, que ficam cada vez mais expostos ao vandalismo. Com isso, a quantidade das chamadas “bolhas” que são descartadas, tornam-se um resíduo de difícil destinação, pois são feitas de fibra de vidro, um material compósito, formado por filamentos de vidro com resina poliester. Tem características que são positivas para utilização em uma gama de produtos. É leve, resistente, não enferruja, não conduz eletricidade e pode ficar ao relento indefinidamente. Mas estas mesmas características tornam-se desvantagens na hora da disposição final, pois além de não se decompor, polui o ambiente, tornando-se um passivo ambiental.

Foi aí que a criatividade fez parceria com a necessidade, numa conexão pouco provável.

A CTBC, que tem um montão de orelhões para descartar resolveu apoiar um projeto de reaproveitamento dos distintos para transformá-los em cocho de alimento e água para bovinos em um assentamento de reforma agrária, no município do Prata.

O que era um problema para um tornou-se solução para outro. Ou seja, a preocupação dos acionistas da telefônica com o passivo da empresa, virou ativo para o pequeno produtor rural. Conexão importante, porque ao invés de utilizar madeira e concreto para fazer cochos, o pecuarista recebeu um material sem custos, que lhe será útil por muitos anos. Conexão de tecnologia com produção de alimento, conexão aparentemente pouco provável que deu certo. Parece até conversa para boi dormir.

Veja a matéria que saiu no MG Rural:

Eduardo Bevilaqua

Fez Medicina Veterinária, especialização em Planejamento Ambiental, mestrado em Geografia e atua na área ambiental. Também administra o Uai Q Dança/Bevilaqua Ambiente & Cultura. Bloga em eduardobevilaqua.blogspot..

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